ONU aponta número recorde de pessoas passando fome no Iêmen em meio à escalada de conflito

2 out 2026 - 08h42
Resumo
A ONU alertou que a fome no Iêmen atingiu níveis recordes devido à mais grave escalada militar entre a Arábia Saudita e os houthis desde a trégua de 2022. O conflito já deslocou dezenas de milhares de pessoas e ameaça rotas no Mar Vermelho. Segundo o PMA, o impacto é devastador nas áreas governamentais, que somam 10 milhões de habitantes, onde três em cada quatro famílias já pulam refeições por não conseguirem suprir suas necessidades alimentares básicas.

A fome no Iêmen está se agravando, com um número recorde de pessoas incapazes de suprir suas necessidades alimentares à medida que o ⁠conflito se intensifica no país, informou ‌o Programa Mundial de Alimentos, da ONU, nesta sexta-feira.

O Iêmen está passando ‌pela escalada mais ‌grave entre a Arábia Saudita e ⁠o grupo houthi, aliado ao Irã, desde que um acordo de trégua mediado pela ONU interrompeu em grande parte os ataques transfronteiriços em 2022.

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A ‌retomada do conflito já causou o ‌deslocamento de ⁠dezenas de ⁠milhares de pessoas e pode redefinir o controle ⁠no ‌Iêmen, com implicações ‌para as rotas marítimas do Mar Vermelho e do Estreito de Bab el-Mandeb.

Em poucas semanas, um número ⁠recorde de pessoas nas áreas controladas pelo governo do país — às quais o PMA tem acesso — já não consegue mais ‌suprir suas necessidades alimentares, com três em cada quatro famílias pulando refeições, ⁠segundo Matthew Hollingworth, diretor-executivo adjunto do PMA para Operações de Programa.

A população total das áreas controladas pelo governo é estimada em cerca de 10 milhões de pessoas.

"O efeito desse recente surto de insegurança sobre a situação de segurança alimentar ameaça ser absolutamente devastador", disse Hollingworth a repórteres em Genebra por videoconferência de Roma.

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