Um helicóptero caiu em janeiro na África do Sul após uma caixa de papelão, contendo um pinguim, soltar-se e interferir nos controles. Ninguém ficou ferido, mas o incidente revelou falhas no cumprimento dos protocolos de segurança aérea.
A Autoridade de Aviação Civil da África do Sul publicou nesta semana um relatório curioso. Trata-se de um helicóptero que caiu em janeiro deste ano, durante um voo de retorno à cidade de Gqeberha, na província do Cabo Oriental, após uma caixa de papelão contendo um pinguim soltar-se e interferir nos comandos da aeronave.
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A aeronave fez uma inspeção aérea sobre a Ilha dos Pássaros (Bird Island), com um piloto e três passageiros a bordo. De acordo com o piloto, o objetivo era transportar um especialista para avaliar a fauna local.
Com a missão cumprida, o especialista solicitou que um dos pinguins fosse levado ao continente para posterior análise. O pedido foi atendido e o animal embarcou em uma caixa de papelão, que foi segura no colo de um dos passageiros.
Entretanto, a avaliação de risco realizada antes do voo de retorno não considerou o transporte do pinguim, o que viola o regulamento do Código de Aviação do país, uma vez que a norma exige que todos os objetos soltos ou cargas na cabine sejam devidamente presos e armazenados a fim de evitar acidentes.
No retorno, cerca de 15 metros acima do solo, a caixa de papelão deslizou do colo do passageiro e atingiu a alavanca de controle cíclico do helicóptero, empurrando-a para a direita. O piloto perdeu o controle da aeronave, que tombou para o lado direito e colidiu com o solo, a cerca de 20 metros do ponto de decolagem. Ninguém ficou ferido, nem mesmo o pinguim, embora a aeronave tenha sofrido fortes danos.
O detalhamento técnico da Autoridade de Aviação Civil ressaltou que a contenção inadequada do animal representou risco à segurança do voo. O documento ainda reforçou a importância do cumprimento rigoroso dos protocolos de segurança e manuseio de cargas, especialmente em aeronaves de pequeno porte.