MSF pede que resposta ao Ebola seja ampliada; surto no Congo se aproxima dos 2.000 casos

15 jul 2026 - 11h19

A epidemia ‌de Ebola na República Democrática do Congo está se espalhando mais rapidamente do que os esforços para contê-la, alertou na quarta-feira a organização médica humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), pedindo uma ampliação urgente das medidas de contenção e ⁠atendimento.

O número de casos confirmados de Ebola triplicou em ‌menos de cinco semanas, chegando a 1.926, incluindo 702 mortes, até domingo, segundo dados oficiais, tornando-se o terceiro ‌maior surto de Ebola já registrado ‌e o que mais cresce, de acordo com MSF.

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A ⁠organização opera sete centros de tratamento do Ebola e mais de 15 unidades de isolamento no Congo.

A doença viral, muitas vezes fatal, se espalha por contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e causa sintomas ‌que podem incluir febre alta, vômitos e hemorragias internas e ‌externas. Esta epidemia ⁠em particular é ⁠causada pela cepa Bundibugyo do vírus.

"Cada atraso custa vidas. Ainda estamos ⁠correndo atrás do surto, ‌em vez de nos ‌anteciparmos a ele", disse a gerente do programa de emergências da MSF, Trish Newport, pedindo uma ação internacional mais coordenada para melhorar o atendimento ao Ebola.

MSF alertou ⁠para a expansão geográfica do surto, enquanto comunidades fora das áreas urbanas continuam enfrentando apoio inadequado, com acesso limitado a cuidados médicos e um sistema de vigilância sobrecarregado.

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A Organização Mundial da ‌Saúde afirmou na semana passada que o surto permanecia em fase de expansão, impulsionado em parte pelos deslocamentos populacionais ⁠e pelos atrasos no tratamento.

O governo dos EUA está impedindo que cidadãos norte-americanos no Congo viajem para os Estados Unidos em voos comerciais, de acordo com uma autoridade da Casa Branca.

O MSF afirmou que a vigilância, os testes e os enterros seguros e dignos precisam de mais recursos.

"Em Mongbwalu, vemos todos os dias as consequências mortais dessas lacunas para as pessoas", disse Ayokunnu Raji, médico e gerente do programa médico do MSF, explicando que os pacientes frequentemente chegam em estado crítico, com poucas chances de sobrevivência.

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