O enfermeiro pessoal do finado papa Francisco revelou que a morte do primeiro pontífice argentino foi inesperada, apesar da longa luta travada por Jorge Bergoglio contra uma pneumonia nos meses anteriores a seu falecimento.
"Os últimos momentos foram tristes porque ele nos deixou muito rapidamente, e não esperávamos por isso", contou o assistente sanitário Massimiliano Strappetti, que estava com Francisco na fatídica manhã de 21 de abril de 2025, em entrevista à emissora italiana RAI.
"Não esperávamos. Ele apertou minha mão, olhou nos meus olhos e entrou em coma", acrescentou. Segundo o enfermeiro, no domingo de Páscoa, um dia antes da morte, o Papa já sentia algum desconforto, "mas conseguiu fazer tudo". "Ele estava muito feliz porque eu o levei à praça [São Pedro], entre as pessoas, algo que, para ele, era o maior presente", afirmou.
Strappetti também contou que Francisco manifestava constantemente o desejo de ir à Ucrânia: "Ele queria ir. Todos os dias ele se informava sobre a guerra".
O assistente ainda compartilhou um aspecto íntimo da relação com o finado pontífice: "Eu era divorciado, mas contei a ele imediatamente. Ele me perguntou se meu pároco me dava a comunhão. 'Se não te derem, eu ficaria triste', disse".
Bergoglio comandou a Igreja Católica por mais de 12 anos, em uma gestão marcada pela defesa dos marginalizados e do meio ambiente e pelo combate às desigualdades e às guerras.
Ele faleceu em 21 de abril de 2025, um dia após a Páscoa, aos 88 anos, vítima de uma parada cardiocirculatória em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC). .