Líbano não busca confronto com Hezbollah, mas não será intimidado, diz premiê

21 abr 2026 - 18h14

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse nesta terça-feira que seu governo não estava buscando um confronto com o Hezbollah, apoiado pelo Irã, mas não se deixaria intimidar enquanto preparava negociações diretas com Israel para ⁠encerrar o conflito.

Salam e o presidente francês Emmanuel Macron ‌se reuniram em Paris para ver como fortalecer a mão do Líbano em possíveis negociações diretas futuras ‌com Israel, enquanto Beirute se volta ‌para um aliado europeu de confiança.

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Os EUA sediarão ⁠conversações em nível de embaixador com Israel e o Líbano na quinta-feira, embora ainda não esteja claro se o objetivo é estender um frágil cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Hezbollah ou abrir caminho ‌para negociações mais profundas.

"Estamos continuando nesse caminho, convencidos de ‌que a diplomacia ⁠não é ⁠um sinal de fraqueza, mas um ato responsável para não deixar ⁠nenhuma avenida inexplorada para ‌restaurar a soberania do ‌meu país e proteger seu povo", disse Salam.

As tropas israelenses ocupam o território no sul, com o objetivo de criar uma zona de amortecimento para ⁠proteger o norte de Israel dos ataques do Hezbollah, enquanto o grupo afirma que mantém o "direito de resistir" à ocupação israelense.

Em 2025, o Líbano disse que desarmaria o Hezbollah, mas ‌seu exército foi cauteloso, com receio de provocar tensões internas. Os Estados Unidos e Israel criticaram o Líbano ⁠por não agir com rapidez suficiente.

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"Não estamos buscando um confronto com o Hezbollah. Pelo contrário, eu queria evitar o confronto com o Hezbollah, mas acredite em mim, não seremos intimidados pelo Hezbollah", disse Salam quando perguntado sobre a capacidade do Estado de desarmar o grupo.

Salam disse que o país precisaria de 500 milhões de euros (US$ 587 milhões) nos próximos seis meses para lidar com a crise humanitária que levou 1,2 milhão de pessoas a se deslocarem do sul, leste e subúrbios do sul de Beirute.

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