O Ministério das Relações Exteriores de Israel negou as acusações de que os ativistas Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, interceptados enquanto seguiam com a Flotilha Global Sumud rumo à Faixa de Gaza, tenham sido torturados ou espancados.
"Ao contrário das alegações falsas e infundadas, Keshek e Ávila nunca foram torturados. Após um confronto físico violento com membros da tripulação israelense, estes foram obrigados a intervir para conter as ações", informou a chancelaria.
As autoridades israelenses acrescentaram que, durante a transferência dos ativistas para as autoridades da Grécia, alguns integrantes da flotilha "se recusaram a cooperar e passaram a protestar de forma violenta".
"Para conter a violência e concluir a transferência, uma unidade policial a bordo de um navio das Forças de Defesa de Israel foi obrigada a usar a força", afirmou o governo.
Keshek, palestino-espanhol, e Ávila, brasileiro, que foram interrogados em Israel, compareceram neste domingo ao tribunal algemados nas mãos e nos pés. .