O Irã entregou uma "nova proposta de negociação" aos Estados Unidos por meio de mediadores paquistaneses, informou nesta sexta-feira (1º) a imprensa estatal do país.
O documento, segundo a agência iraniana IRNA, trata de um possível acordo para encerrar o conflito em curso no Oriente Médio.
"As 'bases de papelão' dos EUA nem sequer conseguem garantir a própria segurança, quanto mais a de seus aliados na região. O Golfo Pérsico é mais do que um simples corpo d'água; faz parte da nossa identidade e é uma rota essencial de conexão econômica com o mundo", escreveu o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.
O portal americano Axios informou que Washington enviou recentemente aos iranianos uma lista de emendas com o objetivo de reintegrar a questão nuclear ao acordo. Entre os pontos, estaria a exigência de que o Irã se comprometesse a não realizar atividades em instalações nucleares que foram alvo de bombardeios, nem a acessar seus estoques de urânio enriquecido enquanto as negociações estiverem em andamento.
O mesmo veículo acrescentou que o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, apresentaram ao presidente Donald Trump planos para possíveis ataques contra o Irã.
Já a emissora NBC, citando três fontes anônimas, informou que Teerã estaria aproveitando a atual trégua para recuperar armamentos, especialmente mísseis e munições, que estavam "escondidos no subsolo ou enterrados sob escombros" após operações conjuntas realizadas por Israel e Estados Unidos.