Henry Galsky, correspondente da RFI em Israel
Em Kiriat Ata, ao lado de Haifa, destroços de um míssil formaram uma cratera no pátio de uma pré‑escola. Em razão da guerra, as unidades ainda não foram reabertas, então não havia crianças no local.
Mais cedo, o Irã atingiu a refinaria de Haifa, em resposta ao ataque israelense ao campo de gás de South Pars.
Apesar de o primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ter dito durante uma coletiva de imprensa que essa foi uma ação exclusivamente israelense, informações obtidas pela RFI mostram o contrário. Uma fonte do alto escalão de defesa disse que "as ações militares são coordenadas" entre Israel e Estados Unidos.
Sobre o prazo de duração da guerra, Netanyahu afirmou que as ações militares vão continuar pelo tempo que for necessário. Mas, segundo fontes citadas pela imprensa israelense, a avaliação de EUA e Israel é que a fase mais intensa de ataques ao Irã deve seguir pelo menos até Pessach, a Páscoa judaica, que ocorre entre 1º e 8 de abril.
As autoridades iranianas têm repetido que EUA e Israel decidiram a data de início da guerra, mas que caberá ao Irã determinar quando ela vai terminar. Nesta sexta‑feira, o Irã também atacou Kuwait e Arábia Saudita, segundo informações dos ministérios das Relações Exteriores dos dois países.
França busca mediar situação no Líbano
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean‑Noël Barrot, chega nesta sexta a Israel, onde se reúne com seu homólogo israelense, Gideon Sa'ar. A França tem feito esforços para mediar o conflito entre Líbano e Israel e evitar uma escalada na região.
O ministro francês esteve no Líbano, onde foi recebido pelo presidente Joseph Aoun. Segundo o Ministério das Relações Exteriores francês, a visita "reforça o apoio e a solidariedade da França ao povo libanês".