O Irã disse ter disparado dois mísseis contra um navio de guerra dos Estados Unidos que tentava se aproximar do Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico e cujo bloqueio tem provocado uma crise energética global.
O incidente acontece na esteira do "Projeto Liberdade", iniciativa lançada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para permitir a navegação comercial na via marítima.
Segundo a agência de notícias iraniana Fars, que cita fontes locais, dois mísseis atingiram um navio de guerra americano perto de Jask, após a embarcação ter ignorado advertências das autoridades da República Islâmica.
Ainda de acordo com a Fars, o navio se afastou após os disparos, enquanto a TV estatal do Irã publicou que a Marinha disse ter "impedido" a entrada de embarcações dos EUA no Estreito de Ormuz. O governo Trump ainda não comentou o caso.
O "Projeto Liberdade" teve início nesta segunda-feira (4), e o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirma que se trata de uma missão "defensiva" para "fornecer apoio aos navios mercantis que pretendem transitar livremente por esse corredor essencial para o comércio internacional".
A iniciativa, de acordo com o Centcom, inclui contratorpedeiros, mais de 100 veículos e 15 mil militares, mas não prevê que embarcações sejam escoltadas. O portal americano Axios explicou que a Marinha dos EUA fornecerá informações sobre as "melhores rotas marítimas" no estreito, de modo a fazer com que os navios fujam de áreas minadas pelas forças do Irã.
Teerã, por sua vez, reiterou que a segurança em Ormuz está "sob controle" da República Islâmica e que qualquer movimentação segura na região "deve ser coordenada" com as autoridades iranianas. .