O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou neste sábado (27) os ataques dos Estados Unidos a áreas ao longo da costa sul do país, afirmando que tais ações violam a Carta das Nações Unidas e o recente memorando de entendimento entre as nações para encerrar o conflito no Oriente Médio.
De acordo com um comunicado de Teerã divulgado pela televisão estatal, os bombardeios de Washington tiveram como alvo instalações de vigilância costeira. O governo também enfatizou que suas forças armadas lançaram ações de retaliação contra alvos ligados aos EUA, exercendo seu direito de autodefesa.
A pasta iraniana ainda instou os outros países do Golfo Pérsico a "impedir que seus territórios sejam usados para ações hostis" e convocou as Nações Unidas e outros organismos internacionais a intervir em relação ao que classificou como violações do direito internacional.
O Bahrein, por sua vez, anunciou ter sido alvo de vários drones de Teerã, acusando o país persa de "sabotar os esforços de paz".
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, declarou que a esperança é que a situação no Oriente Médio "termine aqui, sem mais ações".
"É certamente um equilíbrio muito instável, mas devemos garantir que a situação se estabilize. É do interesse de todos: do Irã, dos Estados Unidos e nosso", afirmou o chanceler europeu. .