Inflação na Itália sobe e atinge maior nível em 3 anos

Aceleração foi impulsionada principalmente pelos preços dos produtos energéticos

30 set 2026 - 09h10
Resumo
A inflação anual na Itália atingiu 4,2% em setembro, o maior patamar em três anos, pressionada pela forte alta nos preços de energia e de alimentos não processados, segundo o Istat. No mês, o índice subiu 0,7%. O avanço inflacionário coincidiu com a deterioração da confiança econômica no país: o índice de confiança do consumidor caiu para 91,2 pontos e o empresarial recuou para 95,9 pontos, com perdas no comércio, construção e serviços, tendo a indústria de transformação como única exceção em alta.

A inflação anual da Itália subiu para 4,2% em setembro, ante 3,3% em agosto, segundo dados preliminares divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Estatística da Itália (Istat).

    O resultado representa o maior nível de inflação no país em três anos. Para encontrar uma taxa mais elevada, é preciso voltar a setembro de 2023, quando o índice havia alcançado 5,3%, segundo as séries históricas do instituto.

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    Na comparação mensal, o índice nacional de preços ao consumidor, excluindo o tabaco, avançou 0,7%.

    Segundo o Istat, a aceleração da inflação foi impulsionada principalmente pelos preços dos produtos energéticos.

    Os preços da energia regulamentada passaram de uma alta anual de 18,6% em agosto para 25,9% em setembro, enquanto os preços da energia não regulamentada aceleraram de 17,0% para 22,2%.

    Também houve aumento significativo nos preços dos alimentos não processados, cuja inflação passou de 3,8% para 5,5% no período.

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    Considerando o conjunto dos preços de energia, o Istat apontou aceleração da alta anual de 17,1% para 22,3%.

    Além da aceleração dos preços, os indicadores de confiança também apresentaram piora em setembro.

    A confiança do consumidor caiu de 94,5 para 91,2 pontos, enquanto o indicador composto de confiança empresarial recuou de 97,0 para 95,9 pontos.

    Segundo o Istat, a confiança empresarial interrompeu uma sequência de três meses consecutivos de crescimento. O instituto ressaltou ainda que parte da variação observada nos indicadores de confiança dos consumidores foi afetada por mudanças na organização da rede de pesquisa.

    Entre as empresas, o único setor a registrar melhora foi a indústria de transformação, cujo índice de confiança subiu de 90,2 para 91,9 pontos.

    Nos serviços de mercado, o indicador caiu de 99,4 para 96,9 pontos. No comércio varejista, recuou de 106,5 para 104,5 pontos, enquanto o índice da construção passou de 102,8 para 97,5 pontos.

    Na indústria, as avaliações sobre os pedidos melhoraram, mas as expectativas para o nível de produção pioraram. Na construção, tanto as avaliações quanto as expectativas apresentaram deterioração.

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    Nos serviços, o Istat identificou tendências negativas nos diferentes componentes do indicador. No varejo, as avaliações sobre as vendas melhoraram, mas as expectativas pioraram e as avaliações sobre os estoques recuaram.

    Entre os consumidores, o instituto informou que, desconsiderando os efeitos estimados das mudanças na organização da pesquisa, houve redução moderada da confiança geral e pessoal, tanto em relação à situação atual quanto às perspectivas futuras. O clima econômico apresentou uma queda ligeiramente mais acentuada.

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