Inflação na Itália avança em setembro e tem maior valor em 3 anos

Resultado foi puxado pela disparada dos preços de bens energéticos

16 out 2026 - 09h02
(atualizado às 09h55)
Resumo
A inflação anual na Itália atingiu 4,2% em setembro, o maior nível em três anos, impulsionada pela disparada nos preços da energia e dos alimentos devido a tensões no comércio global de combustíveis. O cenário pressiona o governo de Giorgia Meloni, que solicitou à União Europeia maior flexibilidade nas regras fiscais para elevar o déficit público, enquanto lida com protestos e bloqueios de caminhoneiros contra a alta dos combustíveis.

A inflação anual na Itália subiu para 4,2% em setembro, ante 3,3% em agosto, e chegou ao maior valor em três anos, cenário que tem provocado dor de cabeça para o governo da premiê Giorgia Meloni.

Alta dos combustíveis tem pressionado inflação na Itália
Alta dos combustíveis tem pressionado inflação na Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat) e confirma os dados preliminares publicados há 15 dias. Na comparação com agosto, segundo o Istat, o índice avançou 0,7%.

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Os bens energéticos foram o principal motor da inflação em setembro, com uma disparada de 22,6% em relação ao mesmo período de 2025 ? em agosto, essa alta havia sido de 17,1%.

O crescimento se deu tanto no componente regulamentado, como tarifas de luz e gás (de 18,6% em agosto para 25,8% em setembro), quanto naquele não regulamentado, como os combustíveis (de 17,0% para 22,5%). Os preços dos alimentos não manufaturados também avançaram em setembro, com expansão de 5,5% na comparação ano a ano, contra 3,8% do mês anterior.

A disparada da inflação é atribuída pelo governo Meloni às perturbações no comércio global de petróleo e gás em função da guerra no Irã, com o prolongado bloqueio do Estreito de Ormuz. A alta do índice tem provocado impacto direto nas despesas correntes do Executivo, e a premiê já enviou uma carta à União Europeia pedindo mais flexibilidade nas regras fiscais do bloco para permitir um déficit acima de 3% do PIB.

Enquanto isso, caminhoneiros têm realizado manifestações e bloqueios de estradas, sobretudo no sul do país, para protestar contra a escassez e o encarecimento dos combustíveis.

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