Grande terremoto no sul do Japão causa falta de energia e interrompe transporte

28 jul 2026 - 06h49

Um terremoto com magnitude preliminar de 7,1 atingiu ‌a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira, deixando milhares de residências sem energia elétrica, causando transtornos no trânsito e levando à emissão de ordens de evacuação e alertas para réplicas.

Em declarações à imprensa em seu gabinete em Tóquio, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, disse que a extensão das vítimas e dos danos materiais ⁠estava sendo avaliada.

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"Já fomos informados de que há feridos", disse Takaichi.

"Ocorreram quedas de energia ‌e incêndios em algumas áreas, além de danos a estradas e pontes e desabamentos de edifícios. Acima de tudo, peço a todos que tomem medidas para se ‌protegerem, inclusive evacuando para um local seguro."

A emissora ‌pública NHK mostrou vários prédios em chamas ou desabados, grandes rachaduras ao longo ⁠das estradas, incluindo uma rodovia elevada, e um trem de carga descarrilado. Mais de 150 mil pessoas foram orientadas a se dirigirem a centros de evacuação, informou a agência de gestão de desastres.

A TSMC , maior fabricante mundial de chips por contrato, evacuou os funcionários de sua fábrica na região por precaução, informou um porta-voz da empresa.

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Um ‌porta-voz da empresa de eletrônicos Sony , que também possui uma fábrica na região, disse ‌que a empresa estava avaliando ⁠a situação.

Os moradores das ⁠áreas que sentiram os tremores mais intensos devem estar atentos a novos terremotos fortes por cerca ⁠de uma semana, bem como ao risco ‌de deslizamentos de terra, disse ‌um representante da Agência Meteorológica do Japão (JMA na sigla em inglês).

TRENS PARADOS, AEROPORTO FECHADO

O governo japonês emitiu alertas de emergência de terremoto para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas localizadas na ilha de ⁠Kyushu, no sul do Japão. 

O Japão é um dos países mais propensos a terremotos do mundo, com um tremor ocorrendo pelo menos a cada cinco minutos. Localizado ao longo do "Anel de Fogo" — formado por vulcões e fossas oceânicas que circundam parcialmente a Bacia do Pacífico —, o Japão é ‌responsável por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou mais em todo o mundo.

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A Kyushu Electric Power informou que cerca de 40 mil residências ficaram ⁠sem energia elétrica em consequência do último terremoto, enquanto a empresa ferroviária JR Kyushu informou que havia suspendido os serviços, incluindo seus trens-bala de alta velocidade. O aeroporto de Kumamoto também fechou sua pista, à medida que as companhias aéreas desviaram e cancelaram voos.

As operadoras de telecomunicações KDDI e Docomo informaram que houve interrupção em seus serviços de telefonia móvel devido à falta de energia e a falhas nas linhas de transmissão.

Não foram relatadas irregularidades nas usinas nucleares da região, informou a autoridade reguladora nuclear do Japão.

Um grande terremoto em Kumamoto, há 10 anos, matou 275 pessoas e feriu outras 2.739, segundo dados oficiais, além de ter danificado milhares de edifícios, incluindo o castelo da cidade, um dos principais pontos turísticos.

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