O presidente da agência italiana ICE, Matteo Zoppas, afirmou que as exportações da Itália para o Mercosul podem superar a projeção de 14 bilhões de euros. Em missão empresarial por Argentina e Brasil, que gerou cerca de 2,8 mil reuniões bilaterais, Zoppas destacou o clima favorável em áreas como agronegócio, energia e IA. Apoiada pelo governo e órgãos de fomento, a Itália projeta crescer quase 5% neste ano, aproximando-se da meta global de alcançar 700 bilhões de euros anuais em exportações.
O presidente da ICE, agência italiana de promoção de exportações, Matteo Zoppas, afirmou nesta quarta-feira (9) que o potencial do "made in Italy" no Mercosul pode superar as projeções oficiais.
A declaração foi dada durante a missão empresarial organizada pela confederação de industriais italianos Confindustria e pela própria ICE, que cumpre agenda em São Paulo após passagem por Buenos Aires.
"Tocamos dois países importantes: Argentina e Brasil. Temos perspectivas relevantes: o acordo do Mercosul prevê para a Itália um aumento de 14 bilhões de euros em exportações. Eu acredito que esse valor foi subestimado", disse Zoppas.
O dirigente destacou o clima positivo entre empresários italianos e locais. "O mais importante é essa sensação, esse clima favorável. Ouvimos empreendedores durante as rodadas de negócios dizendo que encontraram clientes em potencial, que tiveram encontros com empresários locais muito interessados", contou.
A missão já realizou quase 1,5 mil reuniões bilaterais em Buenos Aires e cerca de 1,3 mil em São Paulo, em uma estrutura montada no hotel Tivoli Mofarrej, perto da Avenida Paulista.
"Essas relações colocam frente a frente oferta e demanda.
Produtor e cliente começam o diálogo, as negociações, para entender se podem fazer negócios juntos. Estamos continuamente semeando", explicou Zoppas.
Segundo ele, a presença do ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, dá credibilidade à operação. "A presença do governo com o ministro Tajani dá autoridade tanto aos nossos produtores diante dos clientes quanto aos clientes diante dos produtores. Ter uma presença tão importante aumenta a confiança", afirmou.
Entre as áreas de maior interesse para as empresas italianas, Zoppas citou os setores agroalimentar, de energia, inteligência artificial e financeiro. Além das companhias, participam da missão os principais instrumentos do chamado "sistema país": ICE, os entes de fomento Sace e Simest e o banco de investimentos Cassa Depositi e Prestiti (CDP, sob coordenação da diplomacia econômica do governo italiano.
Zoppas lembrou que a Itália tem como objetivo alcançar 700 bilhões de euros anuais em exportações. "Se continuarmos assim, haverá um crescimento ? fazendo apenas uma projeção ? de pouco menos de 5% [neste ano], o que nos deixará muito perto da meta", declarou. .