"Uma das hipóteses é a de um ato terrorista, mas não estamos focados apenas nessa linha. Estamos investigando também outras causas", declarou Frode Larsen, chefe da unidade conjunta de investigação e inteligência da polícia da Noruega.
Em entrevista à emissora pública NRK, à margem de uma coletiva de imprensa, Larsen indicou que os investigadores buscam os autores da detonação. Até o momento, "nenhum suspeito" foi detido, afirmou.
Um "artefato explosivo" danificou a entrada da seção consular da embaixada por volta da 1h da manhã (21h em Brasília) segundo a polícia. O tipo de explosivo utilizado não foi especificado.
Imagens divulgadas pela imprensa mostraram estilhaços de vidro na neve diante da entrada, fissuras em uma porta de vidro espessa e marcas escuras no chão, provavelmente provocadas pela explosão.
Incidente grave
O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, classificou o incidente como "muito grave e completamente inaceitável". Ele afirmou ter conversado neste domingo com o chefe da missão diplomática dos EUA em Oslo.
Investigadores analisaram a área durante a noite, enquanto cães, drones e helicópteros foram mobilizados para buscar "um ou vários autores potenciais", informou um comunicado da polícia de Oslo.
O incidente também foi considerado "inaceitável" pelo ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide. Ele disse ter conversado com a ministra da Justiça, Astri Aas-Hansen, e com o encarregado de negócios da embaixada dos EUA, Eric Meyer. "O caso está atualmente sob investigação da polícia e dos serviços de segurança interna da Noruega (PST)", acrescentou o chanceler.
Grete Lien Metlid, da direção da polícia de Oslo, indicou que o explosivo teria sido arremessado contra a embaixada. Mas não quis comentar a informação de que a explosão teria sido provocada por uma granada.
O nível de ameaça na Noruega permanece em três, em uma escala de cinco, desde novembro de 2024, lembrou o porta-voz do PST Martin Bernsen à AFP. Ele se recusou a dizer se houve ameaças contra interesses americanos na Noruega antes da explosão.
Segurança reforçada
Os investigadores em Oslo não descartam um possível vínculo da explosão na embaixada americana com a guerra no Oriente Médio. "É natural considerar isso no contexto atual de segurança", afirmou Frode Larsen.
O primeiro-ministro indicou que a segurança foi reforçada em "outros alvos americanos, israelenses e também judaicos" na Noruega. Ele tentou tranquilizar a população, completando que "nada indica que a situação represente perigo para os moradores de Oslo ou do resto do país".
"A segurança das missões diplomáticas é extremamente importante para nós", declarou o ministro das Relações Exteriores.
Várias horas após a explosão, a polícia informou que a área ao redor do prédio estava "segura" para moradores e pedestres.
Embaixadas dos Estados Unidos foram colocadas em alerta máximo no Oriente Médio desde a ofensiva lançada conjuntamente com Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. Várias delas foram alvo de ataques de Teerã.
A embaixada americana na Suécia, vizinha da Noruega, emitiu um alerta de segurança após a explosão em Oslo, pedindo que cidadãos americanos "permaneçam vigilantes nas proximidades do local" e "evitem chamar atenção".
Com AFP