Neste pleito, quase 49 milhões de eleitores franceses estavam aptos a votar. Em Paris, os números preliminares apontavam que até cinco candidatos poderiam se manter na disputa para substituir a socialista Anne Hidalgo, que ficou 12 anos no poder.
De acordo com uma estimativa do instituto Ifop, Emmanuel Grégoire (Partido Socialista) liderava com 37% dos votos, seguido por Rachida Dati (Os Republicanos), com 25,2%. Em terceiro lugar, estava Sophia Chikirou, do partido França Insubmissa (LFI), com 13,3%.
Pierre-Yves Bournazel (Horizontes) e Sarah Knafo (Reconquista), com 11,3% e 10%, respectivamente, também estariam em condições de se classificar para o segundo turno.
Já em Marselha, o atual prefeito Benoît Payan, do grupo político Divers Gauche, estava empatado com Franck Allisio, no Reunião Nacional (RN), com cerca de 35,4% dos votos, de acordo com a Ipsos. Outros dois candidatos também tinham chances de passar para o segundo turno: Martine Vassal (Os Republicanos) e Sébastien Delogu (LFI) estavam com 12,3%.
Em Lyon, o atual prefeito ecologista Grégory Doucert e o ex-presidente do Lyon, Jean-Michel Aulas, estavam empatados com 37,5%, aponta a pesquisa Ifop-Fiducial. Eles aparecem à frente da candidata da França Insubmissa, Anaïs Belouassa-Cherifi, que estava perto da marca mínima para passar ao segundo turno (9,7 %).
O pleito, realizado em 34.875 cidades, é considerado um teste, a um ano das próximas eleições presidenciais. Uma grande maioria dos eleitores vota com base em suas preocupações locais, em uma eleição menos polarizada do que a nacional, mesmo que algumas prioridades — o combate ao narcotráfico, o acesso à saúde ou à moradia — sejam as mesmas.
Neste primeiro turno, as urnas fecharam às 18h (14h de Brasília) nas menores cidades francesas e às 20h (16h de Brasília) nas maiores, como Paris, Marselha e Lyon. Até a publicação desta reportagem, os votos ainda estavam sendo contabilizados pelo Ministério do Interior da França.
RFI com agências