A Europa Ocidental teve o período mais quente de junho a julho já registrado, com o calor e a seca alimentando incêndios florestais extremos em toda a região, informou nesta segunda-feira o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia.
"As mudanças climáticas estão cada vez mais trazendo o tipo de condições quentes e secas que favorecem grandes e intensos incêndios florestais no sul da Europa, ao mesmo tempo em que estendem a temporada de incêndios para o norte", afirmou Laurence Rouil, diretora do Serviço de Monitoramento Atmosférico do Copernicus, em comunicado.
Aqui estão mais alguns detalhes do relatório:
• Globalmente, as temperaturas de julho ficaram 1,47 grau Celsius acima da média estimada do período pré-industrial de 1850 a 1900, tornando-o o segundo mês mais quente já registrado.
• A temperatura média de junho a julho na Europa Ocidental atingiu 21,62°C — ou 2,79°C acima da média —, superando o recorde anterior de 2022.
• A temperatura da superfície do mar foi a mais alta já registrada para julho nos oceanos extrapolares, em parte impulsionada pelo desenvolvimento das condições do El Niño no Pacífico equatorial.
• A precipitação e a umidade do solo excepcionalmente baixas levaram a níveis dos rios muito abaixo da média na Europa, com Sena, Reno e Danúbio particularmente afetados.
• Os níveis criticamente baixos nos principais cursos d'água levaram empresas e residências a reduzir o consumo de eletricidade, à medida que usinas de energia paravam de operar ou diminuíam a produção, enquanto o tráfego de cargas ficava cada vez mais restrito.