Autoridades dos EUA declararam o fim do maior surto de ciclosporíase do país, causado por alface contaminada vinda do México. Fornecido pela Taylor Farms, o produto provocou um megarecall e afetou redes como Taco Bell e Chipotle. O surto deixou 12.883 infectados em 21 estados, com 570 hospitalizações e duas mortes. A FDA e o CDC confirmaram que os lotes foram retirados do mercado e já venceram, mas as investigações continuam para identificar como o parasita entrou na cadeia alimentar.
As autoridades sanitárias dos EUA declararam nesta sexta-feira o fim do maior surto de ciclosporíase registrado no país, que abrangeu vários Estados, depois que alface contaminada causou doenças em milhares de pessoas, embora a FDA tenha afirmado que ainda está investigando como o parasita entrou na cadeia alimentar.
O surto, que investigadores federais associaram à alface proveniente do centro do México e fornecida pela Taylor Farms, provocou um dos maiores recalls de alimentos dos últimos anos e renovou o escrutínio dos controles de segurança alimentar para produtos agrícolas importados. Ele também abalou a confiança dos consumidores, com alguns compradores evitando frutas e vegetais crus, bem como refeições fora de casa, prejudicando o fluxo de clientes em restaurantes como Taco Bell, Sweetgreen e Chipotle.
De acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), 12.883 pessoas em 21 Estados adoeceram após consumir alface contaminada. O surto resultou em 570 hospitalizações e duas mortes, e foi responsável por mais da metade dos 19.595 casos de ciclosporíase confirmados em laboratório nos EUA, registrados desde 1º de maio.
No auge do surto, antes do recall, mais de 1.000 infecções foram registradas em um único dia. Em agosto, segundo o CDC, as infecções haviam caído para menos de duas por dia, em média.
A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) afirmou na sexta-feira que continua confiante de que toda a alface norte-americana recolhida, relacionada ao surto, está fora do mercado. O CDC informou que os prazos de validade de todos os produtos ligados ao surto já expiraram, e que a alface não estaria mais disponível em lojas ou restaurantes.