Talankin foi impedido pelos serviços de segurança dos Estados Unidos a embarcar com a estatueta na cabine em um voo que partiu do aeroporto JFK na quarta-feira, segundo informou o site especializado em cinema Deadline.
As autoridades da Agência de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (TSA) consideraram que a estatueta poderia ser usada como arma, e Talankin foi obrigado a despachá-la no porão da aeronave, dentro de uma caixa de papelão. No entanto, ao chegar à Alemanha, a estatueta dourada havia desaparecido.
"Podemos confirmar que a estatueta do Oscar está agora em nosso poder em Frankfurt", afirmou a Lufthansa em comunicado, acrescentando que já está "em contato" com Pavel Talankin para lhe devolver o prêmio "pessoalmente, o mais rápido possível".
Pavel Talankin, de 35 anos, videomaker em uma pequena escola russa do interior, ganhou destaque internacional ao vencer, em março, o Oscar de melhor documentário de longa-metragem ao lado do diretor americano David Borenstein.
Composto por imagens que Talankin conseguiu retirar clandestinamente da Rússia, "Mr. Nobody Against Putin" retrata a introdução, nas escolas russas, de aulas patrióticas pró-guerra durante a presidência de Vladimir Putin, no contexto da invasão russa da Ucrânia.
Talankin declarou ao Deadline que já havia viajado de avião pelo menos uma dúzia de vezes com a estatueta, sem nenhum problema. "É totalmente incompreensível que considerem um Oscar como uma arma", disse ele ao chegar a Frankfurt na manhã de quinta-feira, acrescentando que, em voos anteriores, "eu a levava na cabine e nunca houve qualquer problema".
Segundo o Deadline, um funcionário da Lufthansa chegou a se oferecer para acompanhar Talankin até o portão de embarque e guardar a estatueta durante o voo, mas a proposta foi rejeitada por um responsável da TSA.