Delcy Rodríguez segue tradição de Maduro e antecipa Natal na Venezuela

Data festiva será celebrada em 1º de novembro para estimular economia e bem-estar

9 out 2026 - 12h55
(atualizado às 14h24)
Resumo
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que o Natal começará em 1º de novembro, mantendo a prática de Nicolás Maduro para estimular a economia e o ânimo popular. A medida, anunciada na assembleia da Fedecámaras, repete a estratégia usada desde 2017 em períodos de crise. O anúncio ocorre em meio a protestos com bloqueios de estradas contra racionamentos e apagões elétricos, evidenciando o colapso dos serviços essenciais e os graves desafios econômicos enfrentados pelo país.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira (9) que as celebrações de Natal no país terão início em 1º de novembro, dando continuidade à tradição de antecipar a temporada festiva, adotada pelo ex-presidente Nicolás Maduro.

Anúncio foi feito durante a abertura da assembleia anual da Fedecámaras
Anúncio foi feito durante a abertura da assembleia anual da Fedecámaras
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O anúncio foi feito durante a abertura da assembleia anual da Fedecámaras, principal organização empresarial venezuelana, e transmitido pela televisão pública.

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"O Natal estimula fortemente a atividade econômica, mas, acima de tudo, aumenta a felicidade dos venezuelanos", afirmou Rodríguez, ao defender a antecipação das comemorações como forma de estimular a economia e promover o bem-estar da população.

Maduro adotou a prática de antecipar o Natal em quase todos os anos desde 2017, frequentemente em períodos marcados por crises econômicas e políticas. A iniciativa agora será mantida por Rodríguez, que assumiu a Presidência após a captura do chavista pelas forças armadas dos Estados Unidos, em janeiro passado.

A decisão ocorre em um momento de dificuldades no país, que enfrenta protestos contra apagões e racionamento de energia elétrica em diferentes regiões.

No início da semana, manifestações espontâneas foram registradas em vários estados venezuelanos. Os protestos incluíram a queima de troncos e pneus, além do bloqueio de estradas, em meio à insatisfação com as condições de vida e a precariedade dos serviços essenciais.

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Na ocasião, Rodríguez criticou o uso da violência durante as manifestações, enquanto a Venezuela continua enfrentando desafios econômicos e problemas no fornecimento de serviços básicos.

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