Um terremoto de magnitude 7.0 atingiu a região de Nagqu, no Tibete, deixando ao menos 16 mortos, 76 feridos e mais de 12,4 mil pessoas evacuadas. O tremor causou o desabamento de centenas de casas e o bloqueio de estradas por deslizamentos de rochas, dificultando o resgate em altitudes superiores a 4 mil metros. Em resposta, o governo chinês mobilizou centenas de socorristas e soldados em operações urgentes para socorrer feridos e buscar sobreviventes entre os escombros.
Pelo menos 16 pessoas morreram e 76 ficaram feridas no terremoto de magnitude 7.0 na escala Richter que atingiu o Tibete, na China, na última quinta-feira (22).
O balanço foi divulgado pela imprensa estatal chinesa, que diz que 11 indivíduos estão hospitalizados em estado grave.
O epicentro foi localizado na zona de Nagqu, no condado de Baqên, cerca de 400 quilômetros a nordeste de Lhasa, capital tibetana, em uma região situada a mais de 4 mil metros de altitude. De acordo com a mídia local, pelo menos 339 casas desabaram, e o fornecimento de energia elétrica na área atingida foi interrompido. Mais de 12,4 mil pessoas foram evacuadas.
A queda de rochas obrigou o fechamento de estradas, dificultando o acesso dos socorristas às áreas de maior altitude, que foram as mais afetadas. O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, pediu "intervenções urgentes" para organizar as operações de resgate, prestar assistência médica aos feridos e garantir a transferência e o alojamento adequado dos moradores desabrigados.
Centenas de socorristas e policiais foram mobilizados, juntamente com cães farejadores e equipamentos, para localizar pessoas sob os escombros. Mais de 300 soldados também foram destacados para auxiliar na resposta à emergência.
O terremoto foi registrado cerca de dois meses depois de o Tibete ter sido atingido por deslizamentos e inundações repentinas que deixaram pelo menos 43 mortos na região autônoma e outros 1,4 mil no Nepal. .