O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou que o potencial militar do Irã está diminuindo progressivamente e avaliou que o país não conseguirá sustentar a guerra no Oriente Médio por mais de uma semana.
"Acredito que o espaço aéreo agora esteja completamente controlado por americanos e israelenses. Além disso, há mísseis e drones que eles podem utilizar. Creio que o Irã não pode continuar assim, porque as armas que possui garantem apenas cinco, seis ou sete dias de uso", disse Tajani, em entrevista a Bruno Vespa, no programa Cinque Minuti, da Rai1.
O chanceler não descartou a possibilidade de Washington solicitar, em um futuro próximo, a utilização de bases americanas na Itália. Ele acrescentou que o governo de Giorgia Meloni avaliará o pedido, caso ele chegue.
Tajani também classificou como "inaceitável" o fato de Teerã possuir mísseis de longo alcance e armamento nuclear, afirmando que isso "representa um perigo para o mundo inteiro", incluindo a Europa.
"Não queremos que a crise se alastre e, portanto, esperamos que um acordo possa ser alcançado, que possa haver uma renovação também no Irã", comentou o ministro, acrescentando que Roma mantém "uma posição alinhada à da União Europeia".
Paralelamente, um avião procedente de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, com 200 estudantes italianos a bordo, pousou no aeroporto de Malpensa, em Milão. O voo transportava alunos que estavam em Dubai, onde atentados a bomba vêm ocorrendo desde o último sábado (28).
Irã elegeu novo líder supremo, diz mídia
Uma assembleia ocorrida no Irã elegeu o filho de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, como o novo líder supremo do país persa, seguindo a recomendação da Guarda Revolucionária. A informação foi divulgada pela emissora local Iran International. .