Mais de 7,5 milhões de bolivianos foram convocados às urnas neste domingo (22) para eleger nove governadores e 335 prefeitos, em meio a um clima de intensa fragmentação política após 20 anos de liderança da esquerda.
O Movimento para o Socialismo está em declínio, enquanto o chefe de Estado de centro-direita Rodrigo Paz ganha terreno.
O analista Mario Galindo confirmou a mudança estrutural histórica: "O cenário político está se reorganizando, não há mais hegemonia partidária".
O grande número de candidatos no pleito de hoje gerou confusão nos eleitores, devido a uma "limitada visibilidade" dos concorrentes, explicou Gustavo Ávila, presidente do Tribunal Eleitoral.
Ao mesmo tempo, o país enfrenta sua pior crise econômica em 40 anos. Para superá-la, Paz está promovendo reformas decisivas, tendo declarado: "Não quero mais que a política se misture com os objetivos e resultados que nós, bolivianos, buscamos".
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