Ativistas interceptados por Israel desembarcam em Creta; brasileiro será interrogado

Tel Aviv afirmou que Thiago Ávila é 'suspeito de atividade ilegal'

1 mai 2026 - 10h09
(atualizado às 10h22)

Os cerca de 175 integrantes da Flotilha Global Sumud com destino à Faixa de Gaza, interceptados por forças israelenses em águas internacionais do Mediterrâneo, desembarcaram na ilha de Creta, na Grécia. Além disso, o ativista brasileiro Thiago Ávila será interrogado por autoridades de Israel.

Tel Aviv afirmou que Thiago Ávila é 'suspeito de atividade ilegal'
Tel Aviv afirmou que Thiago Ávila é 'suspeito de atividade ilegal'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com a agência de notícias AFP, os participantes da ação embarcaram em quatro ônibus com destino a uma área ainda não especificada pelas autoridades gregas.

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O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou que os ativistas Saif Abu Keshek e Thiago Ávila serão levados ao país para interrogatório. Eles são suspeitos de "ligação com uma organização terrorista" e de "atividades ilegais", respectivamente.

Ambos são figuras conhecidas no movimento de apoio à causa palestina e em protestos contra a ação militar israelense em Gaza. O brasileiro possui grande presença nas redes sociais e atua como ativista há cerca de 20 anos.

Em comunicado, a Flotilha Global Sumud afirmou que os ativistas "sobreviveram a 40 horas de crueldade deliberada" a bordo de uma embarcação militar israelense.

"Eles foram privados de comida e água adequadas. Foram obrigados a dormir no chão, que foi deliberadamente e repetidamente inundado", informou o grupo, acrescentando que alguns participantes relataram "narizes quebrados, costelas fraturadas e espancamentos".

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A nota também denunciou que Keshek e Ávila "ofereceram resistência pacífica" e que "a resposta foi pura violência", incluindo "socos", "chutes" e pessoas "arrastadas para o convés com as mãos amarradas nas costas". .

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