Os recentes bombardeios coordenados por Israel e Estados Unidos deixaram mais de mil mortos no Irã, informou nesta terça-feira (4) a agência de notícias oficial IRNA, citando uma fundação do país persa.
As hostilidades de Washington e Tel Aviv em território iraniano tiveram início no último sábado (28) e não foram interrompidas. Segundo o órgão, os ataques israelense-americanos deixaram 1.045 vítimas, entre militares e civis.
Já o Ministério da Saúde do Irã, mencionado pela agência de notícias turca Anadolu, informou que a quantidade de vítimas nas ofensivas foi de pelo menos 867.
Apesar de a quantidade de mortos não ter diminuído nos últimos dias, Mohammad Mokhber, ex-vice-presidente iraniano e antigo conselheiro de Ali Khamenei, líder supremo morto em ataques no fim de semana passado, avaliou que Teerã "não tem medo" de continuar a guerra contra Washington e Tel Aviv.
"Temos uma história e uma civilização que mostram que não temos medo da guerra e não temos medo de continuá-la. Não confiamos nos americanos e não temos base para negociar com eles. Podemos continuar a guerra pelo tempo que quisermos", garantiu o iraniano em entrevista a uma emissora estatal local.
Paralelamente, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que cerca de 50 mil soldados americanos no Oriente Médio foram designados para o conflito contra o Irã, e mais tropas e caças estão chegando à região. O almirante Brad Cooper, chefe da unidade que integra as Forças Armadas do país, classificou as operações em Teerã como "sem precedentes".
Já o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o líder de uma unidade iraniana que planejava assassinar o presidente Donald Trump foi morto.
"O líder da unidade que tentou assassinar o presidente foi caçado e morto", disse o político americano, sem revelar o nome, mas especificando que a operação ocorreu na última terça-feira (3). .