Último sinal detectado não é do voo MH370, dizem autoridades

11 abr 2014 - 04h07
(atualizado às 04h20)

As autoridades da Austrália descartaram nesta sexta-feira que o último sinal captado ontem por um avião do país no Oceano Índico tenha alguma relação com a caixa-preta do avião da Malaysia Airlines que está desaparecido desde o dia 8 de março (dia 7 no Brasil). "O Centro Conjunto de Análise Acústica da Austrália analisou as informações e confirmou que o sinal detectado nas imediações do navio militar australiano Ocean Shield não está relacionado com a caixa-preta do avião", disse Angus Houston, chefe do Centro de Coordenação de Agências Conjuntas.

O chefe deste órgão criado pela Austrália para coordenar as buscas multinacionais se referia ao sinal captado por um avião AP-3C Orion da Força Aérea de seu país na tarde de ontem na área que é rastreada pelo Ocean Shield, que transporta um localizador de caixas-pretas e um submarino não tripulado.

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Houston explicou que o Ocean Shield tenta captar outros sinais que tenham relações com a caixa-preta do avião malaio antes que as baterias da mesma acabem, enquanto os aviões AP-3C Orions prosseguem com o rastreamento acústico, segundo um comunicado de imprensa.

O Ocean Shield captou um total de quatro sinais sonoros no sábado e na terça-feira a uma distância entre si de 40 quilômetros, o que as autoridades consideram como as pistas mais promissoras para determinar onde estão os destroços do avião malaio.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, que se encontra em um giro pela Ásia, se mostrou hoje "confiante" sobre as pistas que poderiam ser da aeronave. "Nós reduzimos bastante as buscas pelo avião e estamos muito confiantes que os sinais sejam da caixa-preta", disse Abbott em Xangai, citado pela emissora australiana ABC.

No entanto, Houston desmentiu as palavras do chefe do Executivo e declarou que "não houve nenhuma descoberta importante nas buscas do MH370".

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A área de rastreamento foi reduzida nesta sexta-feira para cerca de 46.713 quilômetros quadrados, 11.210 quilômetros quadrados a menos do que ontem.

Um total de 12 aviões militares e outros três civis, além de 13 navios participarão das operações desta sexta-feira que abrange uma área no Oceano Índico situada a cerca de 2.312 quilômetros ao noroeste da cidade de Perth, na costa oeste da Austrália, segundo o Centro de Coordenação de Agências Conjuntas.

As autoridades australianas designaram dentro da área de buscas dois focos onde tentarão captar sinais da caixa-preta em um dia marcado por ventos de até 15 nós, chuvas isoladas, ondas de até 1,5 metro e uma visibilidade de cinco quilômetros, acrescentou o órgão.

O Centro de Coordenação informou hoje que não nenhum possível objeto do avião foi avistado ontem na área de buscas.

O voo MH370 saiu de Kuala Lumpur com 239 pessoas a bordo rumo a Pequim na madrugada do dia 8 de março (tarde do dia 7 no Brasil) e desapareceu dos radares civis da Malásia cerca de 40 minutos após a decolagem.

Estavam a bordo da aeronave 153 chineses, 50 malaios, sete indonésios, seis australianos, cinco indianos, quatro franceses, três americanos, dois neozelandeses, dois ucranianos, dois canadenses, um russo, um holandês, um taiwanês e dois iranianos que utilizaram os passaportes roubados de um italiano e de um austríaco.

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A polícia malaia disse que não considera que os 227 passageiros sejam responsáveis de sequestro, sabotagem ou de alguma ação causada por problemas psicológicos ou pessoais, mas continua investigando a tripulação de nacionalidade malaia e também contempla uma possível falha técnica. 

  
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