A matéria destaca que Flávio Bolsonaro, 44 anos, aparece competitivo em pesquisas recentes do Datafolha, que o colocam tecnicamente próximo de Lula em um eventual segundo turno, com 43% contra 46% das intenções de voto. O jornal também lembra que ele é o filho mais velho do ex-presidente, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, e busca assumir o legado político do pai.
Formado em Direito e Ciências Políticas, Flávio iniciou a carreira como deputado estadual no Rio de Janeiro e, após três reeleições, conquistou uma vaga no Senado em 2018. Embora não seja considerado o mais carismático da família, vem ganhando apoio entre setores conservadores que antes preferiam Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.
O jornal relata a viagem de Flávio Bolsonaro a Israel em janeiro deste ano, a Jerusalém, "onde foi rebatizado no rio Jordão", e seus encontros com lideranças internacionais, como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, e chefes de Estado do Bahrein e dos Emirados Árabes Unidos, antes de se encontrar com lideranças da extrema direita francesa, a quem prometeu defender "valores cristãos, a família, a liberdade e Deus".
Apesar de ser visto como mais moderado que Jair Bolsonaro, característica que agrada a elite econômica, sua candidatura ainda dependerá do apoio de partidos de centro. A reportagem lembra que pesam contra ele acusações de desvio de dinheiro quando exercia mandato no Rio.