Alemanha planeja alívio de US$1,9 bilhão nos preços dos combustíveis

13 abr 2026 - 09h35

O governo de coalizão da ‌Alemanha concordou com medidas de alívio nos preços dos combustíveis para consumidores e empresas no valor de 1,6 bilhão de euros (US$1,9 bilhão), encerrando uma disputa sobre como responder ao aumento do preço do petróleo desencadeado pela guerra dos Estados Unidos ⁠e de Israel contra o Irã.

O imposto sobre o diesel ‌e a gasolina será cortado em cerca de 0,17 euros por litro durante dois meses, disseram o partido ‌conservador CDU e seus parceiros de coalizão ‌de centro-esquerda SPD nesta segunda-feira.

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A guerra do Irã ⁠causou a maior interrupção já registrada no fornecimento global de energia, com planos para um bloqueio dos Estados Unidos aos portos e áreas costeiras iranianas, o que elevou ainda mais os preços do petróleo.

"Essa guerra é a verdadeira causa ‌dos problemas que estamos enfrentando também em nosso próprio país", disse ‌o chanceler da ⁠Alemanha, Friedrich ⁠Merz, em uma entrevista coletiva.

Ele disse que a coalizão está fazendo todo ⁠o possível para amortecer ‌o impacto do conflito, ‌que foi suspenso por um frágil cessar-fogo, e pediu às empresas petrolíferas que repassassem o corte de impostos integralmente. "Esperamos que o setor de petróleo repasse essas medidas de ⁠alívio direta e integralmente aos consumidores", disse Merz.

Economistas e grupos do setor estavam céticos.

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Marcel Fratzscher, do instituto de pesquisa econômica DIW Berlin, disse que uma grande parte da redução de impostos poderia "acabar nas ‌contas bancárias das empresas de petróleo" e criticou as medidas por não incentivarem a economia de combustível.

As operadoras de ⁠postos de combustíveis da Alemanha também manifestaram essa preocupação, pedindo ao governo que imponha controles de preços às grandes empresas petrolíferas, caso contrário há o risco de essas companhias aumentarem os preços para embolsar parte do benefício.

"O governo precisa ser duro com as grandes companhias de petróleo", disse um porta-voz ao jornal Rheinische Post.

A coalizão governista também concordou em permitir que as empresas paguem um bônus de alívio de 1.000 euros por funcionário, isento de impostos sobre a folha de pagamento e contribuições para a previdência social.

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