Moraes determina bloqueio e quebra de sigilo de contas de Willer Tomaz, aliado de Flávio Bolsonaro

24 out 2026 - 08h06
(atualizado às 11h31)
Resumo
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou o bloqueio de até R$ 6 bilhões, quebra de sigilos e suspensão de empresas do advogado Willer Tomaz, aliado de Flávio Bolsonaro. Investigado por fraudes no INSS e lavagem de dinheiro via casas de apostas, Tomaz viajou para os EUA, gerando suspeitas de destruição de provas no exterior. A PF também apura se o senador seria sócio oculto do esquema por meio de uma holding estrangeira. A defesa do advogado nega irregularidades e contesta a decisão.

Ministro do STF também determinou quebra de sigilo bancário e fiscal e paralisação de empresas. Advogado suspeito de envolvimento nos desvios do INSS e de lavar dinheiro com bets está nos EUA.O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (23/10) o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, aliado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Moraes também determinou quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além da suspensão dos passaportes e a paralisação das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as firmas do advogado, e deu prazo de 24 horas para envio dos dados.

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O valor bloqueado se refere a bens móveis, imóveis, aviões e barcos.

Willer é investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de envolvimento no escândalo de desvios no INSS e também de que teria usado bets para lavar dinheiro ilícito. Uma dessas bets, a Best Bet, teria o senador Flávio Bolsonaro como sócio oculto — o que tanto Flávio quanto Willer negam.

A sociedade se daria por meio da Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. A PF afirma que Flávio teria tido acesso até meados de 2025 a uma conta dessa empresa, na qualidade de "usuário master". O caso foi revelado pela revista piauí.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Banco Central, e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) serão comunicados sobre a decisão para efetuarem os bloqueios determinados.

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Com a ordem de quebra de sigilo, as instituições bancárias deverão fornecer todos os dados bancários de Willer Tomaz, incluindo a Alcazar Holdings.

A determinação de Moraes obriga os bancos também a informar todos os autorizados a fazer transações, "inclusive os anteriores e atuais co-titulares".

Willer Tomaz está em Miami, nos EUA

As medidas foram tomadas pelo ministro após a PF descobrir que Willer Tomaz viajou para Miami, nos Estados Unidos, após ser alvo, em agosto, de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos nas aposentadorias e beneficiários do INSS.

A PF afirma que a saída motiva suspeitas de risco de destruição de provas da investigação, principalmente de fundos e empresas no exterior.

A defesa do advogado classificou a ordem de Moraes de "desproporcional" e eleitoreira, e nega que Willer tenha qualquer relação com fraudes no INSS.

ra (Agência Brasil, ots)

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