Agentes da 15ª DP (Gávea) prenderam em flagrante Raphael do Nascimento Abreu, acusado de atuar como taxista pirata na zona Sul do Rio de Janeiro. O suspeito utilizava uma máquina de cartão com o visor adulterado para aplicar golpes financeiros em passageiros.
A ação ocorreu na última segunda-feira (27) em Copacabana. A operação foi coordenada pela delegada titular Daniela Terra em parceria com a Civitas (Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública), órgão vinculado à Prefeitura do Rio.
As investigações começaram após diversas vítimas registrarem ocorrências relatando cobranças indevidas no cartão. O Grupo de Investigação Complementar (GIC) identificou a placa do carro caracterizado como táxi.
Contudo, o veículo não possuía registro oficial na Secretaria Municipal de Transportes (SMTR). Diante desse cenário, a equipe confirmou a atuação irregular do motorista na região.
Antecipadamente, o equipamento adulterado exibia apenas uma fração do valor real para o passageiro durante o pagamento. A transação bancária, no entanto, debitava quantias acima do preço correto. Além das perdas financeiras, vítimas denunciaram o furto de celulares e cartões de crédito pelo taxista pirata.
A Civitas localizou o automóvel em tempo real, permitindo a abordagem policial do taxista pirata no bairro de Copacabana. Durante a vistoria, a equipe apreendeu a máquina de cartão utilizada nos crimes.
Confissão na delegacia e histórico criminal
Nesse sentido, Raphael prestou depoimento aos investigadores e admitiu as fraudes aplicadas nos passageiros.Do mesmo modo, o taxista pirata revelou à polícia detalhes sobre a logística financeira da quadrilha para ocultar os valores roubados:
"Ele também informou que a conta vinculada à máquina de cartão utilizada nas fraudes estaria registrada em nome de terceiros."
Em vista disso, a verificação dos dados revelou um extenso histórico de práticas ilícitas do motorista. A Polícia Civil informou que o investigado acumula 19 anotações criminais por delitos parecidos na capital fluminense.
Por analogia aos procedimentos de praxe, a autoridade policial autuou o homem por estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal. O suspeito seguiu para o sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. A defesa do acusado ainda não se pronunciou.