A temporada de 2026 da Fórmula 1 está trazendo diversos cenários incomuns, entre eles o cancelamento de duas corridas ainda no começo do ano. Após a decisão de adiar o GP do Bahrein e da Arábia Saudita em abril, a categoria passa a estudar a possibilidade de ter quatro finais de semana consecutivos de corrida.
O GP do Japão será a última etapa realizada antes de uma pausa de cinco semanas, causada pelo cancelamento das etapas. A medida foi implantada devido à instabilidade no Oriente Médio e ao conflito armado que avança na região, mas deixou dois buracos no calendário da Fórmula 1.
Além das mudanças nas datas, a organização da competição também avalia mudanças nas regras do ADUO. A mudança do calendário, que antes previa 24 corridas para o ano de 2026, incentivou diversos debates nos bastidores sobre o que mais deveria ser alterado para essa nova era do esporte.
Como consertar o calendário da F1?
Enquanto a possibilidade de retornar para o Bahrein ou a Arábia Saudita ainda em 2026 parece cada vez mais distante, circuitos como Portimão e Paul Ricard surgiram como possíveis substitutos. Porém, o prazo curto impediu que um acordo fosse firmado.
A organização de um fim de semana na Fórmula 1 envolve uma logística complexa e delicada, além de envolver contratos comerciais e venda de ingressos. De forma que, anunciar uma nova corrida em um novo país em tão pouco tempo poderia gerar mais prejuízo do que lucro para a categoria.
Segundo o jornalista Peter Hardenacke, a Fórmula 1 não descartou a possibilidade de manter o número total de etapas e novas possibilidades estão ganhando cada vez mais força: "Os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita foram cancelados em abril por causa da guerra no Irã. Além disso, viajar para a região está complicado", explicou.
O jornalista também revelou a tentativa de criar uma rodada dupla no Japão, mas, como já era esperado, não foi possível estruturar o evento a tempo. Com o fim dessa alternativa, uma opção mais viável apareceu: inserir duas corridas entre os GPs do Azerbaijão e de Singapura.
Caso a decisão seja tomada, a categoria passaria a ter um calendário como nunca visto antes na história. E, pela primeira vez em 75 anos, a Fórmula 1 correria por quatro fins de semana consecutivos.
Hardenacke, no entanto, demonstrou cautela. Já que, apesar de possível, o plano pode gerar diversos impactos logísticos relevantes e um desgaste físico considerável das equipes e pilotos.
O plano da Arábia Saudita
Enquanto a Fórmula 1 debate sobre como prosseguir após o cancelamento das corridas do Bahrein e da Arábia Saudita, novos detalhes sobre os bastidores da situação ainda estão sendo revelados.
A decisão de cancelar dois Grandes Prêmios do calendário aconteceu devido à escalada do conflito militar no Oriente Médio. Porém, a decisão da FIA enfrentou represália de organizadores locais, que insistiram no acontecimento do evento.
Segundo um relatório da situação, a Arábia Saudita teria chegado a oferecer seu próprio sistema de defesa antimísseis para garantir a realização da prova com segurança. Ainda assim, a categoria decidiu que os riscos não valiam a pena e o evento não aconteceria.