Também foram alvo membros da família Castro e entidades. Em novo esforço para pressionar liderança da ilha caribenha, Trump diz que Casa Branca quer ver "país bem administrado".Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (04/06) sanções econômicas contra o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, sua esposa e seu enteado, além de dois integrantes da família Castro. A medida intensifica a pressão americana sobre a liderança comunista da ilha caribenha.
O governo cubano não comentou imediatamente as sanções, que atingiram também cinco entidades, incluindo o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba.
Entre os alvos, estão ainda Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, bem como um neto do ex-presidente. Ele já não ocupa cargo oficial, mas continua sendo uma figura-chave nas decisões sobre o futuro de Cuba.
Díaz-Canel, de 60 anos, ocupa a Presidência desde 2018, tendo sucedido Raúl, que é irmão do ex-líder Fidel Castro.
Trump quer "país bem administrado"
No mesmo dia, o chefe da Casa Branca, Donald Trump, disse a jornalistas que os Estados Unidos querem que Cuba "seja um país bem administrado", e não mais uma "nação fracassada".
Os EUA já haviam imposto sanções, no mês passado, a onze autoridades cubanas, incluindo o ministro das Comunicações, vários líderes militares e a principal agência de inteligência do país. A escalada de pressão dos últimos meses tem levado a uma debandada de empresas, bem como a uma crise de abastecimentode energia e insumos.
Em maio, os Estados Unidos também acusaram Raúl Castro de assassinato por seu suposto envolvimento em um incidente ocorrido em 1996, quando caças cubanos derrubaram aviões operados por um grupo de exilados cubanos.
Esta não é a primeira vez que os EUA impõem sanções a chefes de Estado ou de governo e a seus familiares.
No início dos anos 2000, o país aplicou a medida contra o então presidente do Sudão, Omar al-Bashir, e o ex-presidente do Zimbábue, Robert Mugabe. Mais recentemente, foi a vez de Nicolás Maduro e a sua esposa, antes de serem detidos e levados da Venezuela aos Estados Unidos em janeiro.
Desde então, Trump vem ameaçando uma intervenção também em Cuba, tendo, inclusive, falado numa possível "tomada amigável".
ht (AFP, Reuters, AP)