Norte, Nordeste, São Paulo e Minas: o que garantiu a virada histórica de Lula; veja o aumento do 1º para o 2º turno

Petista aumentou a disparidade de votos em regiões onde já dominava e aproximou margens em boa parte dos estados

25 out 2026 - 23h13
(atualizado às 23h15)
Lula discursou para uma multidão na Avenid Paulista após vencer no segundo turno
Lula discursou para uma multidão na Avenid Paulista após vencer no segundo turno
Foto: LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO / Estadão

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o seu quarto governo como presidente do Brasil passou não só pelo crescimento do seu eleitorado no Norte e Nordeste, regiões onde o petista já era dominante, mas também por ter conseguido aproximar as margens percentuais do oponente Flávio Bolsonaro (PL) em diversos estados brasileiros. A virada no 'estado-chave' Minas Gerais também se tornou ponto fundamental para sua eleição.

O estado é considerado um colégio eleitoral importante para qualquer presidente eleito porque em todos os pleitos o vencedor também venceu em solo mineiro. No primeiro turno, Lula havia perdido para Flávio Bolsonaro com 43,33%, contra 48,24% do rival. Agora, subiu sete pontos percentuais e chegou a 50,41%, contra 49,59% do candidato do PL.

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Outro estado que é conhecido por ser uma base forte ao presidente eleito é o Amazonas. Assim como Minas Gerais, o vencedor no colégio eleitoral conseguiu assumir a Presidência. Neste pleito, Lula já havia vencido no primeiro turno com 48,23%, mas saltou para 54,02% neste segundo turno.

Lula ganha força em São Paulo

Apesar de ter perdido para Flávio Bolsonaro nos dois turnos, o crescimento de Lula em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, foi mais uma peça na vitória do petista. A distância entre os dois saiu de 13,73% no primeiro turno para 7,7% neste segundo. O petista alcançou 46,15% dos votos no estado. 

Outros colégios eleitorais tradicionalmente ligados à direita também registraram crescimento de Lula. No Rio Grande do Sul, o petista saiu de 35,73% para 42,16%, em Santa Catarina, cresceu de 25,04% a 30,58%, e em Goiás, um dos estados com maior crescimento: saindo de 31,06% para 40,34%.

Votos disparam no Norte e Nordeste

Nas regiões Norte e Nordeste, Lula seguiu com ampla vantagem e conseguiu ultrapassar mais de 70% dos votos em dois estados: Piauí (75,88%), Bahia (71,31%), os dois colégios mais aliados ao presidente.

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No Maranhão, saiu de 63,99% para 69,54%, enquanto na Paraíba subiu de 61,31% para 67,46%. Nos dois colégios eleitorais, Flávio Bolsonaro não ultrapassou os 33% dos votos.

Na região Nordeste, Lula não ficou com menos de 60% em nenhum estado. O que teve a porcentagem mais baixa foi Alagoas, com 60,77%, contra 39,23% de Bolsonaro.

Fonte: Portal Terra
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