A deputada federal Ana Elisa Santos Silva (PT), a mais jovem eleita, desativou sua conta na rede social X, o antigo Twitter. Em pronunciamento feito na noite de quinta-feira, 8, ela disse que a medida foi motivada por ameaças de morte e estupro que recebeu. “Eu estou totalmente vulnerável”, afirmou.
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Em seu Instagram, Ana Elisa contou ter sofrido com ataques coordenados bolsonaristas ao longo do dia, e que a situação se intensificou durante a noite de quinta após políticos de direita compartilharem conteúdos a atacando.“Eu acredito que ninguém mereça sofrer ameaça de morte por estar politicamente engajado e tentando defender o que acha melhor para o país. O debate político, para mim, nunca foi sobre isso”, afirmou.
“A minha equipe desativou a minha conta no Twitter porque nós estávamos recebendo ameaça de morte a cada dois minutos, ameaça de morte, ameaça de estupro. Eu, por enquanto, não tenho uma força-tarefa de segurança e, se qualquer coisa acontecer comigo, eu espero que vocês atribuam a conta de Nikolas Ferreira, Gleidson e Eduardo Azevedo, que foram as três pessoas que ajudaram a disseminar fake news contra mim aqui nas redes sociais”, continuou a deputada.
No caso, Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou o print de um tweet atribuído a Ana Elisa propondo o fechamento de igrejas – e que ela aponta ser montagem. “Já virei voto demais com isso aqui”, escreveu Nikolas.
“Eu fiquei 45 dias fazendo campanha para mim, agora eu vim ajudar na campanha do presidente Lula e agora eu tô sendo alvo disso aí, do gabinete do ódio. Montagens, prints, fotos minhas me ridicularizando. Eu não sabia que o debate político seria pautado dessa maneira. Eu achei que nós discutiríamos ideias políticas. Portanto, gente, fica aqui o meu apelo. A gente sabe o que eles fazem com uma mulher preta na política", continuou Ana Elisa.
Após a deputada desativar sua conta no X, Nikolas Ferreira também repercutiu a questão em suas redes sociais a chamando de “Janjinha” e apontando que ela teria usado a “cartinha” de “racismo e misoginia”.