Flávio Bolsonaro (PL) mencionou novamente na noite desta sexta-feira, 16, durante a sabatina da Globo, que os R$ 62 milhões recebidos de Daniel Vorcaro e destinados ao filme Dark Horse, sobre a história de Jair Bolsonaro, foram uma "transação privada". Porém, segundo a Folha de S.Paulo, essa quantia não saiu de verbas do patrocínio do Banco Master.
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O candidato à Presidência nunca apresentou um contrato oficializando o patrocínio. Eduardo Bianchini, liquidante da massa falida do Master, afirmou em documento oficial enviado à Câmara dos Deputados que não foram encontrados documentos do banco que registrem a transação.
"Após consulta aos acervos das instituições representadas, não foram encontrados documentos, registros contábeis ou contratuais que evidenciem a realização de operações destinadas ao financiamento, patrocínio ou aporte de recursos para a produção cinematográfica mencionada, seja diretamente pelas instituições liquidandas, seja por intermédio de terceiros, nos limites das informações examinadas", diz o documento em resposta ao requerimento do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ).
"Não foram localizados registros ou documentos que demonstrem eventuais operações das instituições representadas com o mencionado Havengate Development Fund LP, que possam estar relacionadas à referida produção cinematográfica."
A Polícia Federal identificou que o pagamento para o filme foi feito pela empresa Entre Investimentos, comandada pelo doleiro de Daniel Vorcaro, Antonio Carlos Freixo Junior. Entretanto, a origem do dinheiro não foi revelada até o momento.
A assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que o senador apenas buscou patrocínio e não participou da efetivação dos pagamentos.