Haddad reflete sobre impacto do STF nas eleições e avalia campanha após episódios de vaia e perseguição

Candidato ao governo do Estado de São Paulo votou na Zona Sul da capital

4 out 2026 - 12h14
Haddad deixa local de votação sob gritos de ‘ladrão’ e coro de ‘bora, Lula’
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O candidato ao governo do Estado de São Paulo, Fernando Haddad (PT), falou na manhã deste domingo, 4, sobre o impacto da crise no Superior Tribunal Federal (STF) nas Eleições de 2026 após votar na Zona Sul de São Paulo.

“Antes de tudo eu queria agradecer, primeiro, aos eleitores paulistas, que nos receberam em todo canto, muito bem, no clima de diálogo, de cordialidade, o clima no estado de São Paulo estava muito melhor do que na eleição passada, era possível sentir no ar a população muito mais aberta a ouvir, a entender e a tomar sua decisão no dia de hoje. Então, primeiro, cumprimentar o povo de São Paulo, um povo de tanto valor, a gente sempre precisa registrar isso”, iniciou ele, em coletiva de imprensa, concedida na manhã deste domingo, 4. 

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Ex-ministro Fernando Haddad tenta o comando do Palácio dos Bandeirantes em disputa contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Ex-ministro Fernando Haddad tenta o comando do Palácio dos Bandeirantes em disputa contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

Em seguida, refletiu sobre a crise institucional no STF. 

“Olha, todo tema relevante impacta, você está falando de um poder da República, não é uma coisa qualquer, mas essa discussão sobre uma nova reforma do judiciário não é recente, tivemos uma primeira que foi o próprio presidente Lula que fez, e agora ele próprio está convencido, à luz dos acontecimentos, à luz do clima eleitoral, que é possível fazer, com a sabedoria que foi feita a primeira, talvez uma segunda reforma do judiciário”.

E continuou: “Mas veja que ele próprio é o primeiro a dizer, não é uma reforma que dependa de uma pessoa. Tem que ouvir os juristas, tem que ouvir os magistrados, tem que ouvir todo esse público grande, verificar”.

Haddad ainda relembrou que uma reforma no judiciário já estava prevista em seu plano de governo antes mesmo da atual crise ser instaurada.

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“E vou lembrar que em 2018 a minha campanha já falava da necessidade de ser mandato para ministro do Supremo. Oito anos atrás eu estava propondo exatamente isso”.

Campanha

Questionado sobre o fim da campanha de 2026, na qual foi alvo de vaia durante palestra e seu motorista de uma suposta perseguição, ele  a considerou “mais tranquila”.

“Eu estou muito satisfeito com a qualidade da campanha que nós pudemos apresentar para o eleitor de São Paulo.  nós fizemos uma grande campanha aqui em São Paulo. Aliás, fiz em 2022 também. Saí muito satisfeito com a campanha de 22 e estou saindo com o mesmo espírito leve nesta campanha de 2026. Cumpri o meu papel e tive apoio de Márcio França,  lado Simone e Marina que engrandeceram a nossa chapa," concluiu.

Fonte: Portal Terra
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