André Marinho, candidato ao governo do Rio, é irmão da cantora Giulia Be e humorista

30 set 2026 - 00h25
(atualizado às 01h23)
André Marinho é candidato pela primeira vez ao governo do Rio de Janeiro
André Marinho é candidato pela primeira vez ao governo do Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/TV Globo

André Marinho, do Novo, é um dos candidatos ao governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2026. Aos 32 anos, ele tenta pela primeira vez chegar ao Palácio Guanabara depois de construir uma trajetória profissional na comunicação, especialmente em programas de humor e política. O nome do candidato ficou entre os mais buscados na noite desta terça-feira (29) durante sua participação no Debate da TV Globo.

Nascido no Rio de Janeiro em 10 de agosto de 1994, André Marinho é formado em Ciência Política pela Universidade de Nova York (NYU). Também estudou Direito na PUC-Rio e concluiu o curso de Direito no Instituto Damásio de Direito do IBMEC.

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Antes de entrar para a política, Marinho ficou conhecido do público por sua atuação como apresentador, humorista e produtor de conteúdo. Ele passou pelos programas "Pânico" e "Morning Show", da Jovem Pan, onde ganhou destaque principalmente pelas imitações de personalidades públicas e pelos comentários sobre política.

Em 2024, seu nome apareceu na lista Forbes Under 30 Brasil, na categoria Influenciadores e Gamers. André é filho do empresário e político Paulo Marinho e irmão da cantora Giulia Be.

Entrada na política

Depois de deixar a Jovem Pan, em dezembro de 2025, André Marinho direcionou sua carreira para a política. Em 2026, filiou-se ao Novo e foi lançado como candidato ao governo do Rio. A candidatura é a primeira de Marinho ao Palácio Guanabara. Sua chapa tem como candidata a vice-governadora a tenente-coronel da Polícia Militar Erigreyce Monteiro, também do Novo.

Na declaração apresentada à Justiça Eleitoral, Marinho informou patrimônio de R$ 407.503,55. O valor corresponde aos bens declarados pelo próprio candidato no registro eleitoral.

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Entre as propostas apresentadas por André Marinho está o programa “Sai Fuzil, Entra Brasil”, voltado ao enfrentamento do crime organizado.

O plano apresentado pela campanha prevê ações como combate às fontes de financiamento das organizações criminosas, retomada de territórios dominados pelo crime, reforço do sistema prisional e modernização das forças de segurança.

Durante sabatina promovida por O DIA e pela Fecomércio RJ, o candidato também defendeu a criação de uma corregedoria externa e autônoma para as polícias e maior integração de inteligência.

Marinho também relaciona segurança pública a políticas sociais. Em uma das declarações feitas durante a sabatina, afirmou que pretende criar oportunidades para jovens de comunidades como parte da estratégia de enfrentamento ao aliciamento pelo crime.

Na área de mobilidade urbana, Marinho defende a expansão da rede metroviária do Rio. Entre as propostas apresentadas está a conclusão de projetos já previstos para o metrô, incluindo a integração das linhas 1 e 2 e a extensão até a Praça XV.

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O candidato também defendeu uma ligação entre a Zona Norte e a Zona Sul por meio de um túnel no Maciço da Tijuca, com conexão entre a região da Estação Uruguai e a Gávea.

Na saúde, defende a criação de policlínicas regionais e uma maior descentralização dos serviços, argumentando que moradores do interior não deveriam precisar viajar até a capital para determinados atendimentos. O candidato também apresenta propostas relacionadas à inclusão de pessoas com deficiência e à ampliação de políticas para crianças e jovens.

André Marinho participou do debate da Globo

André Marinho participou do debate entre candidatos ao governo do Rio promovido pela TV Globo nesta terça-feira (29). Além dele, estiveram no encontro Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL), Anthony Garotinho (Republicanos) e William Siri (PSOL).

A presença de Marinho foi definida após uma decisão judicial tomada no próprio dia do debate. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou a inclusão do candidato do Novo no encontro.

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A discussão envolvia o critério de representação partidária utilizado para definir quem teria direito à participação nos debates. Segundo a decisão, em 20 de julho de 2026 o Novo contava com cinco deputados federais filiados, número considerado para o cumprimento do requisito previsto na legislação eleitoral.

Com a decisão, a composição do debate foi alterada e André Marinho passou a participar do programa ao lado dos candidatos que já haviam sido convidados.

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