A 12 dias do segundo turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta terça-feira, 13, a proposta de criação do Pé-de-Meia Universitário, que prevê pagamentos a estudantes de baixa renda para incentivar a conclusão do ensino superior. A medida seria implementada em 2027, caso o petista seja reeleito. Lula disputa a Presidência contra Flávio Bolsonaro (PL) em 25 de outubro.
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Pela proposta, os estudantes receberiam R$ 700 mensais durante dez meses do ano, além de depósitos anuais de R$ 2.500 em uma poupança. Ao longo de uma graduação de quatro anos, o benefício poderia chegar a R$ 38 mil, dos quais R$ 10 mil seriam liberados após a formatura.
O programa seria destinado a alunos de universidades públicas e bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni), inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa.
Segundo o senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, a estimativa é beneficiar cerca de 1 milhão de universitários, com investimento inicial de R$ 4,6 bilhões. Ele também mencionou exigência de contrapartidas dos estudantes, mas os detalhes não foram divulgados.
A proposta amplia a ideia do Pé-de-Meia, criado em 2024 para estudantes do ensino médio público. O novo benefício ainda não está em vigor e não há inscrições abertas.
De onde viria o dinheiro?
A campanha estima um investimento inicial de R$ 4,6 bilhões no primeiro ano de funcionamento. Os recursos seriam distribuídos da seguinte forma:
- R$ 1,23 bilhão: recursos do Fundo Social do Pré-Sal;
- R$ 293 milhões: valores já destinados a bolsas de permanência;
- R$ 3,1 bilhões: aporte adicional previsto para financiar o programa.