Substituindo o currículo tradicional e o LinkedIn, a nova tendência nos processos seletivos é o envio de vídeos curtos no estilo TikTok. O formato de até dois minutos permite ao RH avaliar comunicação, criatividade e desenvoltura, acelerando a triagem inicial de candidatos. Apesar de otimizar o tempo dos recrutadores, a exigência divide opiniões e gera controvérsia no mercado de trabalho.
Houve um tempo em que conseguir um emprego exigia entregar o currículo em papel impresso, de porta em porta. Anos depois, essa prática abriu espaço para os portais de emprego na internet e para o LinkedIn, a rede social profissional por excelência.
No entanto, o processo de seleção continua evoluindo — e, para a surpresa de muitos candidatos, a mais nova tendência entre os recrutadores envolve a criação de conteúdo em vídeo no estilo TikTok.
A ascensão do "currículo em vídeo"
Muitas empresas e agências de recrutamento começaram a pedir aos candidatos que enviem um vídeo curto — de um a dois minutos — se apresentando, explicando suas motivações e demonstrando por que seriam a escolha ideal para a vaga.
Inspirado na dinâmica de plataformas como TikTok e Instagram Reels, esse formato busca avaliar competências que um documento em PDF simplesmente não consegue transmitir:
- Comunicação verbal e oratória: A clareza ao expressar ideias em público.
- Presença e linguagem corporal: A postura e a naturalidade diante da câmera.
- Criatividade e sintonia com o mundo digital: A capacidade de sintetizar informações de forma atraente e dinâmica.
Eficiência para o RH ou barreira de entrada?
Para os departamentos de Recursos Humanos, o modelo traz vantagens claras. Ele permite filtrar centenas de candidaturas rapidamente, economizando o tempo gasto em dezenas de entrevistas preliminares por telefone ou videochamada.
Por outro lado, o formato vem gerando controvérsia e divisão de opiniões entre os ...
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