Dia Mundial do Rim alerta: Doença renal pode avançar sem sintomas

Campanha de conscientização destaca exames simples e prevenção para evitar avanço da doença renal crônica e reduzir impactos na saúde

12 mar 2026 - 12h24

Celebrado em 12 de março, o Dia Mundial do Rim reforça um alerta importante: a doença renal crônica pode evoluir de forma silenciosa e muitas vezes só é descoberta em fases mais avançadas. Por isso, especialistas destacam que o diagnóstico precoce continua sendo a principal estratégia para proteger a saúde dos pacientes.

Dia Mundial do Rim alerta para diagnóstico precoce da doença renal crônica e destaca exames simples que ajudam a proteger a saúde
Dia Mundial do Rim alerta para diagnóstico precoce da doença renal crônica e destaca exames simples que ajudam a proteger a saúde
Foto: Créditos Canva Fotos / Perfil Brasil

Dados do Censo Brasileiro de Diálise 2024 indicam que mais de 172 mil pessoas realizam terapia renal substitutiva no país, tratamento necessário quando os rins deixam de funcionar adequadamente. Além disso, mais de 52 mil pacientes iniciaram esse tipo de terapia apenas em 2024.

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Dia Mundial do Rim reforça importância do diagnóstico precoce

O crescimento da demanda por cuidados renais também aparece nos dados do Ministério da Saúde. Um boletim epidemiológico recente aponta aumento de 152% nos atendimentos relacionados à doença renal crônica na atenção primária entre 2019 e 2023.

Neste ano, a campanha da Sociedade Brasileira de Nefrologia traz o tema "Cuidar de pessoas e proteger o planeta", ampliando o debate sobre prevenção e uso responsável dos recursos de saúde. A proposta chama atenção para a importância de identificar a doença antes que ela evolua para estágios mais graves, quando tratamentos como a diálise podem se tornar necessários.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de uma em cada dez pessoas no mundo apresenta algum grau de doença renal crônica. Ainda assim, grande parte dos casos permanece sem diagnóstico nas fases iniciais.

Segundo o nefrologista Américo Cuvello, exames simples já permitem identificar sinais precoces da doença.

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"A doença renal crônica muitas vezes evolui sem causar sintomas no começo, e esse é um dos maiores desafios. Quando o paciente sente algo, em alguns casos a função renal já está comprometida. Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença", afirma o especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Exames podem evitar piora de:

Na prática, o rastreamento inicial inclui exames como a dosagem de creatinina no sangue e o exame de urina, capazes de indicar alterações importantes na função dos rins. Pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, histórico familiar de doença renal, idosos e pacientes com doenças cardiovasculares fazem parte dos grupos que precisam de acompanhamento mais atento.

Além disso, hábitos cotidianos também influenciam diretamente a saúde renal. Excesso de sal, consumo frequente de ultraprocessados, hidratação inadequada e automedicação com anti-inflamatórios podem aumentar o risco de problemas renais ao longo do tempo.

Diante desse cenário, especialistas reforçam que pequenas medidas de prevenção podem fazer grande diferença na saúde ao longo da vida.

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