O assassinato brutal de Thiago Lourenço Morgado causou espanto exagerado na região central do Rio de Janeiro (RJ) nos últimos dias. Thiago foi morto a facadas, esquartejado e armazenado em uma geladeira e descartado em um vaso sanitário. O crime inexplicável de tão bárbaro está envolto em uma série de perguntas, especialmente da família da vítima, que anseia por justiça.
Como tudo aconteceu
A última vez que Thiago Lourenço foi visto foi dia 12 de julho. No dia seguinte o suspense começou com os funcionários da padaria da qual ele era gerente recebendo mensagens enviadas supostamente por Thiago, alegando que ele não iria trabalhar naquele dia. Ao achar estranho, os colegas de trabalho acionaram a família do homem.
Ao procurar pelo irmão, Jancilane Morgado, se chocou com a que foi, provavelmente, a cena mais traumática de toda sua vida. Descobriu que o irmão havia sido morto, desmembrado e guardado na geladeira da residência em que morava.
A polícia divulgou que Thiago foi esfaqueado, o que possivelmente causou o óbito e a perícia também manifestou que o crime teria ocorrido entre a noite de sábado e a madrugada de domingo (13/7)
A vingança
Segundo informações divulgas pelo Portal Procurados.org, O principal suspeito do crime confessou o assassinato. O homem, chamado Bruno Guimarães da Cunha Chagas, alegou à polícia que a motivação para o assassinato brutal foi o fato de ele ter sido sedado e estuprado duas vezes por Thiago Lourenço.
Thiago e Bruno moravam juntos em uma casa no Morro de São Carlos, no Estácio, Região Central do Rio de Janeiro. A confissão foi dada em depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Bruno afirmou, ainda, que um dos estupros ocorreu em novembro de 2024 e que o último teria ocorrido em abril.
Na versão do suspeito, em ambas as ocasiões, ele teria adormecido após comer lanches oferecidos pela vítima. Apesar da confissão, as investigações seguem.
Conforme informado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), nesta sexta-feira (18/7), o suspeito foi submetido a audiência de custódia. A prisão em flagrante foi convertida para preventiva.O homem está detido no Presídio José Frederico Marques, em Benfica.