É falso que PF tenha pedido prisão de Moraes por fraudar documentos contra Bolsonaro

POSTAGEM USA MONTAGEM FEITA A PARTIR DE FOTO DE OPERAÇÃO DE 2016

8 abr 2026 - 12h50

O que estão compartilhando: que a Polícia Federal (PF) teria pedido a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por fraudar documentos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Conteúdo viral utiliza montagem do ministro Alexandre de Moraes sendo conduzido por agentes da PF. Foto original é da Operação Hashtag de 2016.
Conteúdo viral utiliza montagem do ministro Alexandre de Moraes sendo conduzido por agentes da PF. Foto original é da Operação Hashtag de 2016.
Foto: Reprodução/Facebook / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. Não há registros no site oficial da PF ou em notícias de fontes confiáveis de um pedido de prisão contra Moraes. A imagem usada na postagem, que mostra o ministro sendo preso, também é falsa. Ela é uma montagem de um registro de agentes da PF conduzindo um suspeito na Operação Hashtag, em 2016. A operação tinha o intuito de promover a desarticulação de grupos envolvidos na promoção do Estado Islâmico e na preparação de atentados terroristas e outras ações criminosas.

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Recentemente, o Verifica desmentiu conteúdos que afirmavam que a PF teria descoberto que Moraes prendeu Bolsonaro por dinheiro. A alegação foi negada pelo STF.

O ministro é frequentemente mencionado em postagens desinformativas. No entanto, não há comprovação de irregularidades no processo que prendeu Bolsonaro.

Como já mostrou o Verifica, a condenação dele na trama golpista não foi um ato isolado de Moraes. Ela se deu por maioria de votos e foi antecedida pelas fases de investigação policial e oferecimento de denúncia pelo Ministério Público.

Também é comum encontrar o nome de Moraes ligado a teorias de que ele seria preso pelos Estados Unidos, como afirmava o conteúdo analisado aqui. O ministro foi sancionado pela Lei Magnitsky em 30 de julho do ano passado, no contexto de pressão das autoridades americanas para que ele recuasse no julgamento de Bolsonaro.

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Em dezembro, o nome de Moraes e de sua esposa foram retirados da lista. Não houveram novas inclusões até então.

O Verifica fez um levantamento sobre temas frequentes de desinformação e mostrou que o STF foi alvo de boatos ao menos 85 vezes no último ano. Pelo menos 15% dos conteúdos checados pela equipe do Estadão foram feitos com inteligência artificial.

Veja as mentiras mais checadas pelo 'Estadão Verifica' no último ano

Esse conteúdo também foi checado por Aos Fatos.

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