A campanha de Eduardo Paes (PSD) acionou o TRE-RJ após a circulação de panfletos em Nova Iguaçu com seu número de urna incorreto: o material trazia o 22, do adversário Douglas Ruas (PL), em vez do 55 oficial. A equipe de Ruas também recorrerá à Justiça Eleitoral, alegando prejuízos à sua imagem pela associação indevida. Fiscais do tribunal já iniciaram diligências para apurar o caso, que gerou protestos de ambos os lados contra a desinformação e a confusão gerada aos eleitores fluminenses.
A disputa política na Baixada Fluminense ganhou a atenção da Justiça Eleitoral após o descobrimento de panfletos informativos com dados trocados em Nova Iguaçu. A equipe da coligação "Juntos para mudar, coragem para reconstruir", que apoia a candidatura de Eduardo Paes pelo PSD ao Governo Estadual, acionou formalmente os tribunais para apurar a veiculação de materiais gráficos imprecisos.
Nas peças publicitárias impresso-digitais que viralizaram nas redes virtuais, a imagem do representante do partido social-democrata surge acompanhada da numeração 22, quando o código correto para votação na urna eletrônica é 55.
Denúncias acionam fiscalização da Justiça Eleitoral
O número impresso incorretamente pertence, na realidade, ao postulante Douglas Ruas, representante do PL na corrida ao Palácio Guanabara. Diante do quadro relatado pelos advogados da aliança partidária — integrada por agremiações como MDB, PT, PV, PCdoB, PDT, PSB, Solidariedade, PRD, PSDB, Cidadania e DC —, a estrutura fiscalizatória do TRE-RJ foi imediatamente movimentada.
O órgão informou o início das diligências operacionais. "Fiscais já foram acionados para verificar o ocorrido".
Impasses entre candidaturas adversárias
A equipe de comunicação do adversário declarou que também ingressará com petição perante a autoridade judiciária eleitoral. A assessoria do parlamentar alega que a distribuição dessas peças gera prejuízos diretos à sua estratégia pública ao vincular sua imagem ao concorrente do PSD.
A contestação oficial rebate o equívoco de forma contundente. "Essa associação é um desserviço à democracia, pois confunde os eleitores, embaralha o posicionamento de candidatos adversários e pode arranhar a imagem de ambos. É preciso que o caso seja investigado e esclarecido, com a punição exemplar dos responsáveis".
O episódio reforça os desafios de checagem e controle de materiais durante o pleito fluminense, enquanto o eleitor do Rio de Janeiro precisa se atentar às informações oficiais antes de comparecer às urnas.