Vacinas não são só para bebês: Pediatras alertam para lacunas na imunização de adolescentes

Faltas de doses contra HPV, dengue e meningite ACWY preocupam médicos na transição para a vida adulta

13 out 2026 - 09h02
Resumo
No Dia Nacional da Vacinação, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul alerta para a baixa imunização de adolescentes, contestando a ideia de que vacinas são exclusivas para bebês. A entidade destaca a necessidade de atualizar doses contra HPV, meningite ACWY, dengue, tétano e difteria para evitar o retorno de doenças. Especialistas reforçam que doses atrasadas não exigem reiniciar o esquema, mas pedem atenção aos prazos máximos para garantir a proteção de jovens e de toda a comunidade.

O Dia Nacional da Vacinação, celebrado no sábado (17/10), é uma oportunidade para refletir sobre a importância das vacinas na proteção de crianças e adolescentes e transformar essa conscientização em cuidado. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) orienta pais e responsáveis a aproveitar a data para conferir a caderneta dos filhos e procurar atendimento para atualizar doses pendentes. A recomendação vale tanto para os primeiros anos de vida quanto para a adolescência. O 2º vice-presidente da SPRS, Dr. Benjamin Roitman, explica que a queda das coberturas vacinais aumenta o número de pessoas suscetíveis e facilita a disseminação de doenças.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil / Porto Alegre 24 horas

"Quando a cobertura vacinal cai, há mais pessoas desprotegidas. A chegada de um vírus trazido por um viajante pode ser suficiente para que a doença se espalhe com facilidade e rapidez", alerta.

Publicidade

Segundo o médico, uma das dificuldades é a ideia de que vacinas são necessárias apenas para bebês. Como os adolescentes costumam consultar menos do que as crianças pequenas, oportunidades de orientação e atualização da caderneta podem ser perdidas.

"As vacinas são indicadas para todas as idades. Na adolescência, muitas vezes, os jovens não sabem ou não são orientados sobre a importância da vacinação contra o papilomavírus humano, o HPV, da meningocócica ACWY e da vacina contra a dengue", afirma.

O Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde prevê imunizações em diferentes fases da vida. Por isso, a conferência deve considerar a idade, o histórico de doses e as indicações de cada vacina. Entre os cuidados lembrados pelo especialista está também a proteção contra difteria e tétano, que exige reforços periódicos.

Atraso não significa começar tudo de novo

Publicidade

Uma dúvida frequente das famílias é o que fazer quando uma dose não foi aplicada no prazo previsto. Conforme orienta o Ministério da Saúde, as doses já recebidas devem ser consideradas na atualização da caderneta. A equipe de saúde avalia quais aplicações faltam e os intervalos necessários para completar o esquema vacinal.

"Atrasar o reforço de uma vacina não significa que seja necessário começar tudo de novo. Se alguma dose está atrasada, converse com o pediatra ou procure uma unidade de saúde para completar a caderneta. Algumas vacinas têm idade máxima para aplicação, e adiar demais pode levar à perda de uma oportunidade de proteção", orienta o Dr. Benjamin Roitman.

O especialista reforça que manter a vacinação atualizada também ajuda a evitar o retorno de doenças cuja circulação foi controlada. A redução dos casos não deve ser interpretada como motivo para abandonar a prevenção.

Para revisar a situação vacinal de crianças e adolescentes, pais e responsáveis devem levar a caderneta ao pediatra ou à unidade de saúde mais próxima. Informações sobre as vacinas e os esquemas recomendados estão disponíveis no site do Ministério da Saúde: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/calendario.

Publicidade

*Com a informação SPRS/Assessoria

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se