Lula venceu a eleição presidencial com 64,2 milhões de votos contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro, conquistando 10,3 milhões de novos eleitores no 2º turno. O petista virou o resultado em Minas Gerais e na capital fluminense, reduzindo a vantagem do rival no Sudeste. Além do avanço decisivo nessa região, onde ganhou 4,6 milhões de votos, Lula ampliou sua margem com mais de 3 milhões de novos apoios no Nordeste e cresceu no Sul, garantindo o resultado final da disputa.
A virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa presidencial aconteceu com a obtenção de 10,3 milhões de votos a mais que na primeira etapa do pleito. O petista terminou com 64,2 milhões, contra 59,8 milhões do rival, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aumentou em 3,7 milhões seu placar em comparação com o turno anterior.
Um destaque para o crescimento de Lula entre os turnos está no Sudeste. Apenas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro foram 4,6 milhões de votos a mais para o candidato do PT, contra 1,9 milhões a mais para o do PL.
Em Minas, onde Flávio havia vencido no primeiro turno, houve virada. Desde a redemocratização, um presidenciável nunca foi eleito sem vencer no Estado. Lula também virou na cidade do Rio de Janeiro, terra natal e um dos principais redutos eleitorais da família Bolsonaro. No município, Flávio havia terminado o primeiro turno com cerca de 350 mil votos à frente. No segundo, ficou 120 mil atrás.
O resultado reduziu a vantagem obtida pelo candidato do PL no primeiro turno no Estado, que foi de 57,3% a 42,6% e passou para 53,1% a 46,9%.
O mesmo ocorreu no Estado de São Paulo, onde Flávio venceu mais uma vez, mas por uma vantagem menor. Na primeira etapa do pleito, ele conquistou 57,6% do eleitorado, contra 42,3% do petista. Nesse domingo, a diferença foi de 53,8% a 46,15%.
O ganho de votos de Lula também foi expressivo no Nordeste, onde o petista angariou mais de 3 milhões de novos eleitores. No Piauí, por exemplo, o petista terminou com 75,8% dos votos válidos, contra 24,1% de Flávio. Na Bahia, a vantagem foi de 71,3% a 28,6%, e no Maranhão, de 69,54% a 30,9%.
No Sul, região em que o bolsonarismo é historicamente mais forte, o presidente reeleito também ampliou sua quantidade de votos de forma expressiva, obtendo 1,3 milhão a mais de novos eleitores.