TSE lança 'Pilili', mascote oficial das urnas eletrônicas no Brasil

5 mai 2026 - 11h15

Em celebração aos 30 anos da urna eletrônica no Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta segunda-feira, 4, a mascote Pilili, nome em alusão ao som emitido pela urna no momento da confirmação do voto.

A personagem foi apresentado em um ato em Brasília para comemorar as três décadas da implementação do sistema eletrônico de votação. A mascote Pilili foi criada, segundo o TSE, para aproximar a Justiça Eleitoral da população, especialmente do público jovem.

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Na abertura do evento, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, que comandará o Tribunal durante o processo eleitoral deste ano, ressaltou a segurança, a confiabilidade, a agilidade e a auditabilidade das urnas eletrônicas.

"O Brasil pensou uma forma, portanto, algo que foi feito por nós, para nós, para as nossas necessidades, que é a urna eletrônica. O voto é computado, não tem a mão de outra pessoa, não tem a visão de outra pessoa. É você, exclusivamente, com a sua escolha, com quem você acha que lhe representa", disse.

A ministra fez ainda um apelo aos jovens entre 15 e 17 anos para que regularizem a situação eleitoral e participem das eleições.

"Quem completar 16 anos até o dia 4 de outubro, ou seja, de hoje a 150 dias exatamente, se tiver solicitado o título a partir dos 15 anos, poderá votar, poderá exercer esse direito e, com isso, ser verdadeiro ou verdadeira cidadão ou cidadã, que diz quem ocupará os cargos de direção no país", destacou.

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Na cerimônia em comemoração aos 30 anos da urna eletrônica, também foram disponibilizadas experiências com a urna, elementos gráficos, painéis com a história do equipamento e um vídeo institucional com a trajetória da urna eletrônica desde o primeiro pleito até agora.

Desinformação

Com a ascensão de discursos e propagação de desinformação, a ministra Cármen Lúcia destacou que não há qualquer intervenção da mão humana na apuração e na totalização dos votos.

"Antes se assinava uma cédula de papel e se colocava em uma urna que era de lona, e essa urna era conduzida a um local onde os votos eram contados pelo número das pessoas designadas. Isso hoje já não acontece mais", disse.

Em 1996, mais de 32 milhões de pessoas - um terço dos eleitores da época - votaram pela primeira vez em uma urna eletrônica. Mais de 70 mil equipamentos foram distribuídos por 57 cidades, incluindo 26 capitais, para a realização das eleições municipais. A história das urnas, no entanto, começa um pouco antes.

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O primeiro passo para a adoção do sistema informatizado de votação foi dado em 1985, com o cadastro único e automatizado de eleitores. Antes disso, não havia um registro nacional, o que dava margem a fraudes. Por quase dez anos, técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trabalharam no desenvolvimento de um equipamento que fosse ao mesmo tempo seguro e adaptado para a realidade brasileira - a ideia sempre foi usar uma solução nacional. Nas eleições de 1994, foi feito pela primeira vez o processamento eletrônico do resultado das eleições gerais e o que antes demorava dias passou a ser feito em horas.

A eleição de 2000 foi a primeira totalmente informatizada e, desde então, a Justiça Eleitoral vem submetendo o sistema a testes de segurança. Vale lembrar que, ao contrário do que pregam algumas campanhas de desinformação, elas não são conectadas à internet, só rodam o software oficial do TSE e não podem ser hackeadas.

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