TSE desmente Flávio Bolsonaro e diz não ter retirado fiscais do PL da sala cofre

Tribunal diz que área não é aberta à visitação e que fiscais do partido acompanharam a totalização e divulgação dos resultados

26 out 2026 - 07h57
Resumo
O TSE desmentiu a alegação de Flávio Bolsonaro de que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre da Corte. O tribunal esclareceu que o espaço é restrito e comprovou que os fiscais tiveram livre acesso a todas as áreas de apuração e fiscalização permitidas. A declaração de Flávio ocorreu após sua derrota para Lula no segundo turno da eleição de 2026, quando contestou a extensão do horário de votação por Cristiano Zanin e anunciou que pedirá a anulação do pleito.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu na noite de domingo, 25, a declaração do candidato Flávio Bolsonaro (PL) de que fiscais do seu partido teriam sido "retirados" da sala-cofre da Corte. "A afirmação é falsa", garantiu o TSE, em nota, esclarecendo que a sala não é um espaço aberto à visitação.

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Segundo a Corte, todas as demais unidades e áreas podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros. "Neste domingo, dois fiscais do PL estiveram no TSE para acompanhar o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do prédio, e a totalização e divulgação dos resultados, na Sala de Totalização. Também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, no 5º andar", afirmou.

O TSE ainda declarou que "há registro de presença nos locais visitados, além de filmagem na Sala de Totalização, que comprovam o acesso livre dos fiscais às unidades", e reforçou que "o resultado das Eleições 2026 foi anunciado na noite deste domingo pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques".

O canditado Flávio Bolsonaro e seu vice, Alfredo Gaspar, em declaração após a derrota nas eleições.
O canditado Flávio Bolsonaro e seu vice, Alfredo Gaspar, em declaração após a derrota nas eleições.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A declaração de Flávio ocorreu também na noite de domingo, em seu discurso após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

O candidato questionou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que estendeu a votação por duas horas após denúncias de problemas no transporte público em vários municípios, e alegou que os fiscais teriam sido retirados da sala-cofre logo após a determinação, o que foi desmentido pelo TSE. Flávio disse ainda ser "impossível reconhecer resultado da eleição" e que pedirá anulação.

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