Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite anunciam 1ª medidas caso ocupem a Presidência

15 mar 2026 - 21h42

Os governadores pré-candidatos à Presidência pelo PSD, Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás), anunciaram em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, quais serão as primeiras medidas caso um deles chegue ao Palácio do Planalto.

Eduardo Leite prometeu que irá propor o fim da reeleição para cargos no Executivo como primeiro gesto na Presidência. Segundo ele, isso será uma medida para pacificar o País visando construir um "ambiente de mínimo respeito e convergência". "Eu não tenho ambição de conseguir fazer com os brasileiros pensem da mesma forma. Eu não quero que os brasileiros se unam no mesmo pensamento político, e sim no mesmo propósito", disse Leite, criticando a polarização da política brasileira.

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"Eu, para poder criar um melhor ambiente, mandaria imediatamente no início do governo uma emenda para acabar com a reeleição do presidente da República. Me ajudem a fazer as transformações que o país precisa. Não olhem para mim como um obstáculo para a próxima eleição", anunciou Leite.

Crítico da centralização do governo federal em decisões vindas de Brasília, Ratinho Júnior afirmou que iria encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que delegaria ao Estados o direito de legislar sobre crimes contra a vida.

"Eu defendo a descentralização do Brasil. Eu acho que um grande erro do Brasil, não só na segurança mas em diversas áreas, é a centralização do poder de Brasília. Eu estou convencido que você consertar o Brasil através de decisões só de Brasília, é através dos municípios e dos Estados", disse o governador do Paraná.

Já Caiado afirmou que a primeira decisão dele seria enviar ao Congresso uma PEC reconhecendo o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, tal como defendida pelos Estados Unidos. O governador de Goiás também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ser contra a medida, chamando o petista de "embaixador de facções" durante a entrevista à TV Band.

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"Essas facções se apoderaram de tal maneira das estruturas de poder e do nível de serem hoje inatingíveis e inatacadas. Que a maioria dos governantes pensam: 'Eu vou mexer com isso? Vou sair do governo e aí vou ficar na mira desse pessoal. Isso porque um governo federal sendo complacente e conivente com as facções", disse Caiado.

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