Presidência do Senado é assunto para depois do 2º turno, diz coordenador de campanha de Flávio

5 out 2026 - 21h35
Resumo
O senador Rogério Marinho afirmou que a disputa pela presidência do Senado só será debatida após o segundo turno presidencial. Fortalecido com 28 senadores para a próxima legislatura, o PL busca presidir o Congresso, mas Marinho destacou a necessidade de negociar com outras legendas para alcançar os 41 votos necessários. Cotado para o cargo, ele elogiou a senadora Tereza Cristina, que também tem pretensões de concorrer, e garantiu que haverá convergência e diálogo entre os dois aliados.

O coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse nesta segunda-feira, 5, que a discussão sobre uma eventual candidatura dele à Presidência do Senado na próxima legislatura só deverá ocorrer após o segundo turno da eleição presidencial.

O PL foi o partido mais vitorioso nas urnas neste domingo, 4, tendo eleito 19 senadores. Com o resultado a legenda terá 28 parlamentares na próxima legislatura, perto do número mágico de 41 votos para eleger o presidente da Casa. Marinho, que disputou o cargo em 2023, mas perdeu para Rodrigo Pacheco, é um dos cotados à disputa que acontece em fevereiro de 2027.

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"Isso é um assunto para a gente debater após o segundo turno. É evidente que, pelo tamanho da bancada do PL no Senado, do PL na Câmara, uma das duas casas naturalmente vai ter a aspiração do partido de presidi-las. Agora, esse é um processo em que há uma necessidade de uma convergência, de uma transigência, de uma negociação com outros partidos. Porque o PL, por maior que seja a bancada, sozinho não vai eleger ninguém", declarou o senador.

Uma das que também tem pretensão de se lançar candidata na disputa é a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Marinho afirmou que a intenção da colega é "extremamente respeitável" e disse que eles buscarão convergir.

"A Tereza Cristina é uma extraordinária parlamentar, é uma parceira de longa data, foi deputada federal comigo, é minha amiga particular, é uma pessoa extremamente qualificada e tem todo o direito de pleitear, como qualquer outro senador da República. Agora a gente vai sentar e não há confusão entre nós. Vai haver convergência, não tenho dúvida nenhuma", avaliou.

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