O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou que, se eleito, quer mudar o fato de, no Brasil, as crianças não poderem trabalhar. O político mineiro manifestou-se a favor da flexibilização das regras sobre trabalho, que atualmente proíbe o trabalho infantil, ou seja, de menores de 16 anos.
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"Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos centavos por cada jornal entregue, no tempo que tem. Aqui é proibido, né? Você tá escravizando criança. Então é lamentável. Mas tenho certeza que nós vamos mudar", disse Zema durante entrevista ao podcast "Inteligência Ltda", transmitido pelo Youtube na sexta-feira, Dia do Trabalhador.
Na entrevista, Zema afirmou ainda que começou a trabalhar aos 5 anos e que tirou a Carteira de Trabalho aos 14 anos. O trabalho que Zema exercia na infância era no pequeno comércio do pai. “Eu acompanhava meu pai o dia todo, contava parafuso, porca e ajudava ele, embrulhava em jornal”, revelou.
No Brasil, o trabalho a partir dos 14 anos de idade é legalmente permitido exclusivamente na condição de aprendiz, em contrato regido pela CLT e pela Lei da Aprendizagem (10.097/2000), que regulamenta o Programa Jovem Aprendiz.
Embora defenda o trabalho de menores, Zema reconheceu na entrevista que estudar deve ser prioridade das crianças, mas que elas "podem ajudar com questões simples, com questões ao alcance delas" ao trabalhar.
Pesquisa do instituto Atlas/Bloomberg divulgada na última terça-feira, 28, com todos os 13 pré-candidatos hoje citados na corrida eleitoral mostra que Zema tem 3,5% das intenções de voto.
Ele é o quarto na corrida eleitoral, atrás de Lula (44,2%), Flávio Bolsonaro (39,3%) e Renan Santos (5,1%). Na margem de erro Zema está empatado com Renan e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado.